O avesso revelado: manto de Bispo do Rosário reaparece ao público
Desde 2022 fora de cena, a peça vai para a mostra Complexo Brasil, em Lisboa, e passará por restauro de 115000 reais
Produzido por Arthur Bispo do Rosário (1909-1989) a partir de um antigo cobertor, o Manto da Apresentação é peça-chave da obra do artista plástico. Entre os anos 1970 e 1980, o interno mais famoso da Colônia Juliano Moreira bordava ao traje objetos que coletava na instituição psiquiátrica.
Por causa das fragilidades impostas pela ação do tempo, o manto estava longe dos olhos do público desde 2022 mas, no final do ano passado, a peça, tombada pelo Iphan e pelo Inepac, recebeu autorização para integrar a exposição Complexo Brasil, em Lisboa.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
A obra foi disposta na horizontal, dentro de uma caixa com fundo espelhado, para que os visitantes possam ver também o avesso, onde estão registrados nomes como o de Nise da Silveira (1905-1999). Em contrapartida, a Fundação Calouste Gulbenkian vai financiar o restauro, orçado em 115 000 reais. “O processo deve durar sete meses e, mediante agendamento, poderá ser acompanhado pelo público”, avisa Vinicius José, coordenador do acervo do Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea, instalado na antiga colônia, em Curicica, Zona Sudoeste.





