“Não sambo para viralizar” diz Mayara Lima, soberana do Tuiuti
Rainha de bateria da escola de São Cristóvão promete impressionar com coreografia que mistura samba, rumba, salsa e mambo
Linda como uma divindade africana, Mayara Lima foi a primeira rainha de bateria a riscar a Avenida na noite desta terça (17). A soberana da Paraíso do Tuiuti defende o enredo Lonã Ifá Lukumi, que explora a ancestralidade, a religiosidade Ifá e a diáspora, conectando Cuba e Brasil. E tem tudo para viralizar mais uma vez.
“Não sambo para viralizar, mas também adoro quando o vídeo viraliza, porque consigo mostrar o samba para além do nosso meio e trazer ainda mais retorno para o meu talento, a minha cultura e para o carnaval”, contou a soberana, que assumiu o trono em 2023, quando um vídeo seu sambando ao lado dos ritmistas, ainda como princesa de bateria, viralizou.
Mayara é rainha também nas redes sociais, onde soma mais de 1,4 milhão de “súditos”. Mas, essa noite, são os jurados que ela pretende impressionar, com uma coreografia misturando samba, rumba, salsa e mambo e com seu figurino em tons de bege e marrom e costeiro com plumas em animal print, representando os Ikins de Orunmilá, frutos sagrados da palmeira de dendê.
“Eles representam o sistema de merecimento de fato, são o maior elo de comunicação entre o sacerdote, os babalaôs representados hoje pela minha bateria, e a divindade, o culto ao orixá Orunmilá, que faz todo o sistema representativo funcionar. Então vai ser um momento muito representativo aqui hoje”, defendeu a soberana de 29 anos, que desfila pela escola de São Cristóvão desde os 14 anos.
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E, se depender dela, o reinado à frente dos ritmistas da Paraíso do Tuiuti está apenas começando: “Hei de permanecer por muitos e muitos anos”, arrematou Mayara.





