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Molon, outros políticos e artistas se juntam a protesto no Centro

No começo da tarde desta quinta (15), na Cinelândia, o deputado federal disse "que a voz de Marielle não se calará, mas se multiplicará"

Por Saulo Pereira Guimarães - 15 mar 2018, 13h42

Líderes políticos e artistas se juntaram aos manifestantes no protesto contra a morte da vereadora Marielle Franco, no começo da tarde desta quinta (15), na Cinelândia. “Estamos de luto e na luta”, afirmou a cantora Zélia Duncan. “Esse momento tem que representar uma viradas”, disse o ator Paulo Betti. Entre os parlamentares presentes, a cobrança era de investigações que apontem os responsáveis pelas execuções. O deputado estadual Carlos Minc lembrou que o crime aconteceu na Zona Central do Rio, uma das mais monitoradas da cidade. “Só não apura se não quiser”, afirmou o deputado federal Chico Alencar.

O deputado federal Alessandro Molon lembrou que Marielle e seu motorista Anderson foram mortos por se oporem à violência no Rio. “O que torna esse crime extremamente grave é o fato de que tudo indica que essas vidas foram tiradas como uma retaliação por uma luta contra a violência”, disse. “Nosso movimento não tem a ver com o cargo, mas com a luta de Marielle”, completou Molon, que foi enfático: “Nós recebemos essa notícia com profunda dor e enorme indignação, porque não aceitaremos que esse crime fique impune e que a vontade daqueles que queriam calar a voz de Marielle seja alcançada. A voz da Marielle não se calará, mas se multiplicará em muitas mulheres e homens que vão continuar lutando contra a violência e a barbárie no Rio de Janeiro, especialmente aquela que submete os mais vulneráveis”.

 

 

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