Boom do mercado imobiliário: um terço dos estúdios foi comprado por gringos

No Rio de Janeiro, repleto de belezas naturais, atrações culturais e megaeventos, imóveis neste padrão tornaram-se objetos de desejo

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 Maio 2026, 14h50 | Atualizado em 14 Maio 2026, 14h51
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Pateo Nazareth: na Zona Portuária, condomínio com estúdios tem atraído compradores de outros países  (./Reprodução)
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Outrora pouco atraentes para quem desejava comprar um imóvel, apesar do preço convidativo, os estúdios passaram a se tornar objetos de desejo em cidades como o Rio de Janeirorepleto de belezas naturais, atrações culturais e megaeventos. Além da compra para uso pessoal, o aluguel por curtas temporadas se tornou uma possibilidade real de renda. Não só para quem mora por aqui, como também para estrangeiros.

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Especializada na gestão deste tipo de imóvel, Lobie identificou que os clientes gringos saltaram de 2% para quase 18% em três anos. Dos nove mil estúdios administrados pela empresa, 1.620 pertencem a oriundos de outros países – 41%, são europeus. Os latino-americanos são 32%, americanos, 14% e árabes, 10%.

“Vimos o fluxo de estrangeiros aumentar dramaticamente nos últimos anos. O Rio é a vitrine internacional do Brasil, tem apelo muito forte para eles, que já conhecem esse modelo de short term rental, em que o imóvel pode ser rentabilizado e, quando o proprietário quiser usar, basta bloquear as datas. É um modelo consolidado lá fora. Essa nova oferta de estúdios segue um padrão globalmente aceito, e o Rio está atraindo muita demanda”explicou ao GLOBO Ernesto Otero, CEO da Lobie.

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A Patrimóvel apurou que, dos 54 estúdios de Copacabana, Ipanema e Leblon negociados pela imobiliária entre novembro do ano passado e abril deste ano, 32% foram adquiridos por estrangeiros, como noticiou o colunista Ancelmo Gois, do GLOBO.

“Estamos lançando estúdios nos últimos dois, três anos. Desde que a legislação mudou, a demanda de compradores estrangeiros surpreendeu. Os novos empreendimentos já permitem, em convenção, o aluguel por curto período. Os compradores de fora frequentam o Rio uma ou duas vezes por ano e, quando não estão usando, colocam o imóvel para alugar”, observou Vitor Moura, sócio-presidente da Patrimóvel.

O corretor de imóveis Federico Fariza deixou a cidade argentina de Goya, em Corrientes, em um cruzeiro e logo caiu de amores pelo Rio. O argentino logo se mudou para cá percebeu que investir na compra de estúdios recém-lançados para locação era uma oportunidade.

“Recebi meu estúdio, no Centro, no ano passado, e tenho pensado em estender meus investimentos para Copacabana, Ipanema e Leblon. O interesse (de estrangeiros) cresceu porque o Rio se tornou um destino de investimento global altamente competitivo. Há uma demanda enorme por hospedagem de qualidade via plataformas digitais. Além disso, as facilidades atuais de financiamento para estrangeiros tornaram o processo muito mais simples”, avaliou Frederico.

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