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“Me envolvo de corpo e alma”

Vereadora Helena Vieira fala sobre sua trajetória política, a influência da família e sua atuação em defesa das mulheres

Por Redação
26 set 2025, 08h00 • Atualizado em 26 set 2025, 16h32
Vereadora Helena Vieira. Lu Vilela
 (Vereadora Helena Vieira. Lu Vilela/Reprodução)
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  • Em seu primeiro mandato na Câmara Municipal do Rio, Helena Vieira (PSD) traz a experiência de quem cresceu nos bastidores da política fluminense, acompanhando de perto o trabalho dos irmãos Luciano Vieira, deputado federal, e Léo Vieira, prefeito de São João de Meriti. Formada em administração, Helena passou pela subsecretaria de Trabalho e Renda de São João de Meriti e hoje atua na Câmara em prol de pautas sociais e urbanas, com destaque para a promoção dos direitos das mulheres, área em que preside a comissão permanente da Casa. Nascida e criada na Pavuna, mantém forte ligação com a região. Em conversa com VEJA RIO, a parlamentar municipal detalha sua conexão com a população carioca no dia a dia e a atenção a projetos de valorização e acolhimento às mulheres.

    Sua trajetória política teve influência direta da sua família? Sou irmã do deputado federal Luciano Vieira e, na verdade, me candidatei para dar sequência ao trabalho dele. Também tenho a influência do meu outro irmão, Léo Vieira, prefeito de São João de Meriti. Cresci acompanhando os dois, sempre nos bastidores, e isso me deu experiência e aprendizado. Quando decidi entrar de fato na política, percebi a diferença de estar na vitrine e assumir a responsabilidade de representar as pessoas. Mas contei com muito apoio da minha família e da nossa liderança, o que fez tudo dar certo.

    Entre os projetos que apresentou na Câmara, qual mais a orgulha? Logo nos primeiros meses de mandato, apresentei vários projetos, mas dois têm um peso especial. O Pézinho de Meia, que cria uma poupança para ajudar alunos do 7º ao 9º ano da rede pública a permanecer na escola, unindo incentivo financeiro e educacional. E o Bebê a Bordo, que estabelece diretrizes para transporte seguro e humanizado de mulheres no retorno da maternidade. Esse último me emociona muito, porque trouxe um olhar de cuidado que nunca tinha sido pensado. Recebi muitas mensagens de agradecimento de mães, especialmente as de primeira viagem, que se sentiram acolhidas.

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    Como surgem as ideias para seus projetos e como é o contato com a população no dia a dia? Grande parte das ideias nasce do diálogo. Aqui, no gabinete, a gente debate muito, principalmente questões ligadas às mulheres, até porque sou presidente da Comissão da Mulher. Recebemos pessoas todos os dias, ouvimos suas demandas e vamos entendendo as prioridades de cada bairro — que podem variar muito em uma cidade do tamanho do Rio. Sempre gostei dessa proximidade. Estar na rua, ouvir e conversar é a única forma de construir políticas que realmente façam diferença. O gabinete não é meu, é do povo, e aqui acolhemos todo mundo.

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    O que a impulsiona a apoiar as mulheres em sua atuação política? Ser candidata mulher é muito diferente de ser homem. Ainda somos minoria e enfrentamos dificuldades, mas acredito que o processo de equidade está avançando mais rápido do que os estudos apontam. As mulheres não estão mais silenciadas: hoje falam alto, são ouvidas e entregam resultados. Quando uma sobe, abre caminho para muitas outras. É bater palma, elogiar, reconhecer. Adoro trabalhar com elas e espero continuar entregando muito nesse sentido na Câmara, onde, felizmente, temos apoio para fortalecer esse trabalho.

    Quais foram as conquistas recentes da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher? Criamos um espaço de escuta no gabinete, auxiliando mulheres a encontrar apoio nos órgãos certos. Por isso, desenvolvi uma cartilha de conscientização sobre violência contra a mulher, que também a direciona ao local adequado, garantindo informação correta e segurança. Muitas chegam aqui com problemas sérios, e nosso papel é acolher. No Instituto Vieira, por exemplo, acompanho casos de mulheres em situações extremas, que recebem apoio psicológico e incentivo para que retomem suas vidas. A ideia é mostrar que, com fé, determinação e orientação, é possível superar obstáculos.

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    Como a senhora tem usado as redes sociais para fortalecer as mulheres? Hoje as redes sociais são uma ferramenta poderosa. Compartilho histórias que inspiram, como trechos da novela Vale Tudo que mostram mensagens com as quais muitas mulheres se identificam e pedem para compartilhar. Isso ajuda a criar identificação e motivação. Além disso, os eventos presenciais também constroem esses espaços de apoio, troca e aprendizado. Essa convivência fortalece a confiança e ajuda cada mulher a superar desafios.

    Como é sua conexão com o lugar onde nasceu e foi criada? Tenho um olhar especial para a Pavuna e regiões próximas, como Ricardo de Albuquerque, Anchieta, Costa Barros, Deodoro e Madureira. Fico muito feliz quando vejo projetos como o Parque Carioca da Pavuna, antes um local de risco e abandono, que hoje é espaço de lazer, cultura e aprendizado para toda a família.

    Sobre a implantação do novo cartão de transportes Jaé, a senhora chegou a brincar que era a “vereadora do Jaé”. Por quê? Porque vi de perto a dificuldade da população. Era uma novidade, as pessoas precisavam baixar o aplicativo, entender como funcionava, e muita gente não tinha clareza. Então, eu falo que me instalei junto com o Jaé na Pavuna, ajudando a divulgar, encaminhando quem precisava. Gravei vídeos, expliquei como funcionava, e a procura foi enorme. Foi um trabalho muito importante, e a prefeitura acertou em cheio ao instalar postos de atendimento na região.

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    Qual legado a senhora espera deixar com seu mandato? Quero ser lembrada como alguém que transformou vidas. Represento a cidade inteira, embora tenha o coração na Pavuna, e procuro estar presente em todos os lugares onde posso ajudar. Eu me envolvo de corpo e alma em tudo: festas populares, ações sociais e campanhas de conscientização, como o Setembro Amarelo e o Outubro Rosa. Este é o sentido do meu mandato: transformar vidas com educação, saúde, trabalho, para que cada pessoa tenha dignidade.

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