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Aos 85 anos, Marineth Huback percorre trilhas com mais de 150 quilômetros

Minidocumentário acompanha a trajetória da montanhista e praticante de rapel. Moradora do Rio, ela iniciou a prática aos 60 anos de idade

Por Davi Goulart*
Atualizado em 18 ago 2022, 16h58 - Publicado em 18 ago 2022, 16h40

“Não me interessa viver muito, quero viver bem. Se for para ficar em situação de dependência, prefiro partir”. O documentário Marineth acompanha a jornada de Marineth Huback, montanhista e praticante de rapel aos 85 anos. Dirigido pelas alunas da PUC-Rio Elis Barreto, Letícia Messias, Nathalia Teixeira e Nathalie Hanna Alpaca, o minidocumentário revela a paixão da protagonista pelo montanhismo.

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Praticante do esporte há 25 anos, Marineth já subiu a Pedra da Gávea 17 vezes e realiza com frequência passeios para o Parque da Serra dos Órgãos, em Teresópolis, e para a Pedra Bonita, na floresta da Tijuca. Além de trajetos nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, Marineth concretizou um conjunto de trilhas de 170 km de extensão na Patagônia Argentina.

Nascida em Nova Friburgo (RJ), Marineth chegou à cidade do Rio de Janeiro com o sonho de ser aeromoça. “Hoje, escolhem a pessoa desde que tenha capacidade, naquela época você podia não ter atributo nenhum, mas se fosse bonita, já era contratada”, afirma Marineth rindo. Na aviação, conheceu seu primeiro marido, com quem teve dois filhos.

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Marineth vive uma vida saudável. Além da dedicação às trilhas, pratica musculação e pilates para manter seu condicionamento físico, mas o tai-chi-chuan é o seu maior interesse. “Foi um achado na minha vida, entrei no tai-chi quando perdi meu segundo marido e foi lá que conheci uma montanhista”. A sua “madrinha de pedra”, como chama carinhosamente, a introduziu no exercício do montanhismo, esporte que não abandonou desde então.

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Também praticante de rapel, a diretora e roteirista do documentário Nathalia Teixeira conheceu a história da protagonista enquanto fazia um percurso na Pedra da Tartaruga. “Fiquei sabendo que havia uma senhora de 85 anos que já tinha feito a trilha, vários guias estavam falando dela, até que descobri o perfil da Marineth no Instagram”, conta em entrevista.

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Marineth possui um perfil bem ativo nessa rede social. Ela posta registros de suas expedições e sua rotina de exercícios físicos. Durante a pandemia, chegou a realizar lives para contar um pouco da sua experiência com o montanhismo.

“Conheci ela através das redes sociais. Sem pretensões do documentário, mandei uma mensagem falando que a admirava muito. Quando surgiu o projeto, tínhamos que realizar um trabalho que remetesse a memórias, e a primeira coisa que me lembrei foi da Marineth”, conta Nathalia. 

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O bom-humor da protagonista também é um destaque do curta-metragem. “Tentamos captar ao máximo a espontaneidade, gravamos imagens sem avisar [a Marineth] porque a gente quis trazer esse lado dela. A Marineth torna o ambiente mais leve, eu quero ser igual a ela quando envelhecer”, conta a também diretora Nathalie Hanna Alpaca. 

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Antes de completar 86 anos, Marineth planeja voltar para a Patagônia. O local é um dos seus favoritos para o montanhismo. “Estou na montanha há 25 anos e, se Deus permitir, pretendo ficar mais 25. Depois, as escaladas vão ser no corpo etéreo, não sei onde vou chegar”, afirma rindo. 

*Davi Goulart, estudante de Jornalismo da PUC-Rio, com orientação de professores da universidade e revisão final de Veja Rio.

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Este conteúdo integra o conjunto transmídia que reúne produções em texto, áudio e vídeo sobre memória. Foram feitas por estudantes de Comunicação da PUC-Rio, com a orientação dos professores Alexandre Carauta, Creso Soares Jr., Chico Otavio, Felipe Gomberg, Luís Nachbin e Mauro Silveira.

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