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Por que a mãe do rapper Oruam também é considerada foragida

Família de Marcinho VP teria participação direta no funcionamento do Comando Vermelho, segundo investigadores que atuam em operação da Polícia Civil

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
11 mar 2026, 13h37 •
Márcia Gama, mãe de Marcinho VP
Marcia Gama é considerada um dos principais elos entre o sistema prisional e a facção (Instagram/Reprodução)
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  • Márcia Gama, esposa do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e mãe de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, é considerada foragida pela Polícia Civil do Rio. Apontada como um dos principais elos de comunicação entre o sistema prisional e integrantes do Comando Vermelho (CV) fora dos presídios, ela não foi localizada durante a Operação Contenção Red Legacy, conduzida nesta quarta (11) por agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD) para desarticular a estrutura nacional da organização criminosa. Outros integrantes da família também são citados nas investigações como responsáveis por intermediar interesses do grupo, além de terem participação direta no funcionamento da facção carioca.

    Preso há quase três décadas, Marcinho VP é apontado pela Polícia Civil como um dos chefes do CV e integrante do chamado “conselho federal permanente” da organização. Outro investigado mencionado no inquérito é Landerson Nepomuceno, sobrinho do traficante preso, também considerado foragido. Segundo a investigação, ele faria a ligação entre chefes da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas relacionadas a negócios usados para geração de recursos, como serviços e imóveis. Já Márcia é apontada como uma das pessoas responsáveis por intermediar interesses do grupo fora do sistema prisional.

    Durante o cumprimento de mandados da operação, agentes realizaram buscas em endereços associados à família. Em imagens divulgadas pela Polícia Civil, aparece entre os itens encontrados uma camiseta com o rosto de Marcinho VP estampado e a palavra “liberdade”.

    A peça chama atenção por ser semelhante à usada pelo rapper Oruam durante apresentação no festival Lollapalooza, em São Paulo, em 2024. Na ocasião, o artista afirmou nas redes sociais que a manifestação era “apenas um grito de um filho com saudades do pai”.

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    A Operação Contenção Red Legacy também resultou na prisão de seis suspeitos, entre eles o vereador Salvino Oliveira, do Partido Social Democrático (PSD). Segundo a polícia, ele é investigado por supostamente ter negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade autorização para realizar campanha eleitoral em área dominada pela facção na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio.

    As investigações apontam ainda para uma estrutura considerada complexa da organização criminosa, com conselhos regionais e nacionais, além de indícios de articulação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

    De acordo com a Polícia Civil, as apurações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização dos envolvidos e atingir também as estruturas financeiras e operacionais utilizadas pela organização criminosa.

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    Quem é Marcinho VP

    Nascido na comunidade de Vigário Geral e criado na Baixada Fluminense, Marcinho VP ganhou notoriedade ao assumir o controle do Complexo do Alemão, considerado um dos principais centros de distribuição de drogas da cidade.

    Preso desde 1996, o traficante cumpre pena por crimes como tráfico de drogas e homicídios. Atualmente ele está em uma penitenciária federal, após passar por diferentes unidades do sistema prisional ao longo dos anos.

    Mesmo encarcerado, as investigações da Polícia Civil apontam que ele ainda exerce influência na estrutura do Comando Vermelho, sendo citado como um dos integrantes do conselho que orientaria decisões estratégicas da organização criminosa.

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