Da insegurança à Sapucaí: a dúvida de Juliana Paes antes de aceitar convite
Depois de dezoito anos longe da escola do coração, atriz reassume sua coroa na Viradouro
Olhos fechados em busca de concentração. Foi nessa postura que Juliana Paes foi vista diversas vezes enquanto a Unidos da Viradouro — escola na qual desfila como madrinha de bateria na madrugada desta terça-feira (17) — se preparava para entrar na Sapucaí.
Na concentração, também ganhou um beijo de Mestre Ciça, mestre de bateria da escola e homenageado do enredo Pra Cima Ciça!, escrito pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.
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São quase vinte anos desde que Juliana Paes desfilou pela última vez com a Viradouro, no carnaval de 2008, e sete anos que não assume o posto de rainha de bateria de uma escola.
Quando a atriz de 46 anos recebeu o convite, articulado pelo próprio Mestre Ciça, inseguranças relacionadas a seu corpo, idade e a responsabilidade de acompanhar o ritmo dos ensaios apareceram.
Mas Juliana topou o desafio. Em entrevista à VEJA, revelou como foi a preparação: “É estar nos ensaios, é decorar todas as marcações, as quebradas, as viradas do Ciça. Ele é danado, é o melhor que nós temos”.
A fórmula para brilhar à frente dos ritmistas na avenida também foi revelada: “Uma rainha tem que ter três coisas: gostar, amar e ser apaixonada por esse patrimônio nacional que é o samba. Tem que gostar de se jogar, rainha que não gosta de se embolar, de suar, de se misturar com a comunidade, não é rainha de verdade.





