O novo sistema de som digital da Sapucaí funcionou?
Zé Paulo Sierra, intérprete da Portela, diz que a mudança é boa para quem está na arquibancada
Uma das alterações mais simbólicas de 2026 na Sapucaí é a substituição do carro de som, espécie de trio elétrico que acompanhava os puxadores do samba-enredo, por um sistema digital de sonorização fixa.
A partir de agora, o sistema de som passa a ser responsabilidade direta de cada agremiação, que define o volume e a equalização ao longo do desfile.
A descentralização do sistema sonoro busca não apenas mais eficiência técnica, mas também maior autonomia artística, permitindo que cada uma construa sua identidade sonora, assim como já acontece com os equipamentos de iluminação.
Zé Paulo Sierra, intérprete da Portela, diz que pôde se divertir mais ao cruzar a Avenida a pé e não ficou tão cansado com a maratona vocal de oitenta minutos.
“É um sistema novo, né? A gente vai se acostumando também. No fone funciona muito bem. Para quem está ouvindo funciona bem pra caramba. Quando a gente tira o fone um pouco ali no meio do desfile, a gente perde um pouco da referência. Mas eu acho que é muito válido. Tudo o que é novo ainda tem um processo para maturar, para ficar bom, mas eu acho que a tendência é melhorar”, avaliou o cantor.
“Eu acho que me preparei bem pra esse ano, cantei ontem, cantei hoje e poderia cantar de novo. Então, estou muito tranquilo, muito feliz. Vamos ver o que é que vai dar agora. Espero muito voltar no sábado das Campeãs”, aguarda ele, ansioso.





