Cultura em festa: música, cinema e artes têm muito a comemorar em 2026
Cine Odeon completa 100 anos, e outros ícones festejam datas redondas, como a música Copacabana, que há oito décadas fez do bairro a Princesinha do Mar
Composta por João de Barro, o Braguinha, e Alberto Ribeiro, a música Copacabana cunhou o apelido de “Princesinha do Mar”, que o bairro carrega até hoje. Foi a primeira a ser definida como um samba-canção, raiz da bossa nova. Em 1946, acabou imortalizada pelo vozeirão de seu intérprete original, Dick Farney, nome artístico do carioca Farnésio Dutra e Silva, que foi crooner no Cassino da Urca e ficou conhecido pelos fãs como Sinatra brasileiro. Assim como a gravação, que completa 80 anos em 2026, outros ícones da cultura carioca comemoram datas redondas no próximo ano:
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20 anos: Cidade do samba
A área destinada aos barracões das escolas de samba do Grupo Especial, na Gamboa, substituiu os precários galpões onde as agremiações por anos construíram seus carnavais. Batizado de Joãosinho Trinta em 2011, o complexo conta hoje com catorze espaços de quatro andares: no primeiro piso, são montados os carros alegóricos; nos demais, há fabricação de adereços e esculturas de isopor com segurança.
30 anos: Museu de arte Contemporânea
O prédio de linhas futuristas projetado por Oscar Niemeyer aterrissou na Baía de Guanabara não só para marcar a paisagem de Niterói, mas para abrigar a coleção de João Sattamini. O convite veio do então prefeito, Jorge Roberto Silveira, que escolheu o local para que pudesse ser visto de cartões- -postais como o Pão de Açúcar e o Corcovado — e que de lá eles também pudessem ser observados.
65 anos: Cacique de Ramos
Nascido no Dia de São Sebastião, o bloco simbolizado pela imagem de um indígena estilizado, patrimônio imaterial da cidade, não é apenas uma referência na folia, mas também no cenário musical. Em seus encontros, despontaram bandas e artistas de samba e pagode, como Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Xande de Pilares.
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100 anos: Cine Odeon
A sala de exibição está no “quarteirão dos palácios de cinema”, que contribuiu para dar à região o nome de Cinelândia. Em estilo eclético e com fachada tombada, seu nome teve inspiração na Antiguidade. Eram chamados de “odeons” os teatros greco-romanos onde se proclamavam as odes, tipos de poema ou canção importantes para a vida cultural da Grécia Antiga.. Reformado em 1999, segue mantendo sua importância.





