Golpe da empada: como funcionava fraude milionária envolvendo franquia
Vítimas pagavam cerca de 300 000 reais para ter loja de marca inexistente de salgadinho

As empadinhas não estão livres dos golpistas, e muito menos as franquias. A polícia está buscando identificar os falsos empresários que negociaram franquias inexistentes de um rede de lojas de empadas, e agentes da 12ª Delegacia de Polícia Civil (Copacabana) fizeram uma operação nesta quarta (2) para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca e Freguesia, na Zona Oeste, e em Queimados, na Baixada Fluminense.
A investigação mostrou que uma das vítimas chegou a pagar quase R$ 300 mil para ser franqueada, e recebeu de volta cheques sem fundo, após muito insistir para ser ressarcida.
“Muitas delas investiram suas economias na esperança de abrir um quiosque, mas nunca receberam do estabelecimento. Outras foram instaladas em pontos comerciais com aluguéis atrasados e acabaram despejadas, perdendo todo o investimento”, disse o delegado Ângelo Lages, à frente das investigações. Cerca de dez vítimas já foram identificadas, com prejuízo estimado em R$ 1 milhão.
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Segundo informações da polícia, a marca da fraude não possuía registro no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), e diferentes pessoas jurídicas eram utilizadas como donas da franquia. A análise dos documentos apreendidos segue como parte essencial desta fase inicial da investigação, com suspeitas de associação criminosa e lavagem de dinheiro.