Gari que encontrou bebê no lixo pretende iniciar processo de adoção

Filhos de Samuel da Silva Santos já preparam quarto para acolher a criança, achada na madrugada de terça (1º), entre Quintino e Cascadura

Por Da Redação
2 abr 2025, 14h55
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Vitória: 'Pessoal joga no lixo, cara. No lixo! O ser humano, cara. Pessoal sem responsabilidade', disse um gari ao achar a recém-nascida (Redes sociais/Reprodução)
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Uma recém-nascida foi encontrada no lixo, dentro de uma sacola, por garis da Comlurb, na Rua Ouro Preto, entre Quintino e Cascadura, na Zona Norte, na madrugada desta terça (1º). Em vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver a menina enrolada em uma manta sendo segurada por um homem. Por pouco, ela não foi colocada dentro do caminhão da companhia de limpeza. “Pessoal joga no lixo, cara. No lixo! O ser humano, cara. Pessoal sem responsabilidade”, disse um gari. Encaminhada ao Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira, a criança tem quadro de saúde estável e lá permanecerá até atingir o peso ideal de alta. Um dos funcionários da Comlurb que a encontrou, Samuel da Silva Santos, disse que pretende iniciar o processo de adoção do bebê, “batizado” por eles de Vitória.

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Por ter dois filhos com idades entre 14 e 10 anos, Samuel contou ao portal G1 que nunca tinha pensado em adotar uma criança, até achar a menina. Agora, diz que a família até está separando um quarto para ela. “Os irmãos já estão separando um quarto da casa para ela. Falei para eles que tem que esperar, tem muito trabalho para acontecer. Minha esposa achou que era só trazer a bebê para casa, e eu tive que avisar que não pode levar para casa sem passar pela Justiça. ‘Nós vamos adotar?’, ela me perguntou quase que afirmando”, disse o gari, acrescentando que vai esperar todos os procedimentos para entrar com o pedido.

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O processo de adoção não é tão simples. Primeiro, a Vara da Infância e da Juventude encaminhará o bebê para uma unidade de acolhimento. Em seguida, serão feitas tentativas de encontrar familiares que possam cuidar da criança. “Por determinação legal, antes de encaminhar uma criança ou adolescente à adoção, é necessário esgotar as possibilidades de (re)inserção familiar”, informou a Justiça do Rio. Somente depois, caso nenhum responsável seja localizado ou a família não queira assumir a guarda, o processo de adoção poderá ser iniciado. O caso foi registrado na 40ª DP (Honório Gurgel) e encaminhado à 29ª DP (Madureira), que dá prosseguimento às investigações para identificar quem abandonou a criança.

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