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Flávio Bolsonaro vota em Vila Isabel ao som de gritos de “fascista”

Seu pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), contra-atacou dizendo que os manifestantes haviam fumado "maconha estragada"

Por Renata Magalhães - Atualizado em 5 dez 2016, 11h02 - Publicado em 2 out 2016, 13h21

O candidato do PSC à prefeitura Flávio Bolsonaro passou por um contrangimento pela manhã ao deixar a zona eleitoral onde havia acabado de votal, em Vila Isabel. Enquanto falava com um grupo de jornalistas e reafirmava sua  confiança em ir para o segundo turno, definindo-a como uma “expectativa excepcional” devido ao corpo a corpo com os eleitores nos últimos dias, acabou xingado por uma eleitora que passava do outro lado da rua. “Fascista!”, gritou a mulher, que não quis se identificar. Imediatamente, foi acompanhada por outros eleitores que se dirigiam à votação e o acusavam de racista. Visivelmente incomodado, Flávio acabou contido por seu pai, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), que zombou dos manifestantes: “É muito cedo para vocês já terem fumando maconha estragada”, gritou, enquanto fazia os gestos caracteristicos de se fumar um baseado.

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Até o incidente acontecer, a votação havia transcorrido em clima tranquilo. O candidato Flávio Bolsonaro chegou por volta das 11h20 er se dirigiu à 19ª Zona Eleitoral, acompanhado apenas por seu pai. Sorridente, cumprimentou eleitores antes de entrar na Escola Municipal Barão Homem de Mello. Bastante descontraído, o pai pedia para que os repórteres guardassem as imagens para ilustrar as reportagens sobre os canditados que iriam para o segundo turno. Também brincou com o número da seção eleitoral, 170: “Quase 1-7-1”, disse, aos risos, enquanto perguntava aos mesários se podia confirmar se o filho estava votando certo.

Com oito pontos percentuais nas intenções de voto, de acordo com pesquisas do Ibope e do Datafolha divulgadas neste sábado (1º), Flavio disse que é preciso vencer a eleição antes de se pensar em alianças, mas que garante desde já que não aceitará apoio de nenhum candidato da esquerda. “Não vou fazer parte deste projeto retrógrado que é o que há de mais perigoso e que ainda vai afundar o nosso país”. 

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