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Fiocruz inicia produção de kits para diagnóstico do novo Coronavírus

No início, serão entregues 30 000 testes laboratoriais destinados a atender a rede pública do país

Por Carolina Barbosa - Atualizado em 16 mar 2020, 15h21 - Publicado em 3 mar 2020, 19h12

Ainda nesta semana, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inicia a produção de protótipos de kits com insumos para a realização de 30 000 testes diagnósticos laboratoriais para o novo Coronavírus. Diante da identificação dos primeiros casos no Brasil e da preparação para uma possível disseminação da doença em território nacional, o Ministério da Saúde (MS) encomendou o montante à Fiocruz. O Objetivo do teste Covid-19 é atender a rede de laboratórios públicos de todo o país.

“A Fiocruz vem acompanhando com o Ministério todas as iniciativas dessa emergência. Estamos trabalhando com foco no diagnóstico, mas também atuaremos em todas as frentes necessárias no enfrentamento desse novo vírus, seja na vigilância em saúde, na pesquisa e prospecção de medidas terapêuticas, em medidas educativas de prevenção e, sobretudo, no fortalecimento do nosso Sistema Único de Saúde”, explica a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Segundo orientação do MS, a Fiocruz também terá atuação no processo de descentralização e expansão da capacidade laboratorial para realização dos testes moleculares para detecção do novo Coronavírus, o que inclui não apenas o desenvolvimento e a produção, mas também a capacitação de laboratórios públicos presentes em diversos estados (Lacens) para a sua realização.

Referência nacional em vírus respiratórios, o laboratório da Fiocruz já realizou a capacitação de especialistas dos Institutos Adolfo Lutz, em São Paulo, e Evandro Chagas, no Pará, além de técnicos do Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás e de nove países da América Latina.

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“É importante dizer que a Fiocruz entregará não apenas kits para detecção do novo coronavírus, mas também para os vírus de Influenza A e B. Ou seja, além de expandirmos a capacidade de diagnóstico para várias partes do país, vamos agilizar ainda mais o tempo de resposta ao paciente, uma vez que os laboratórios poderão testar Influenza e o novo Coronavírus, fazendo um diagnóstico diferencial”, comenta o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger.

A Fiocruz tem a capacidade de produzir de 25 a 30 000 testes semanais. O ritmo de produção será definido conforme a demanda do Ministério da Saúde. Amazonas, Pará, Roraima, Bahia, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul serão os primeiros a receber os testes. “A expectativa é de que profissionais de todas as regiões do país estejam aptos a realizar o diagnóstico deste novo vírus, o que representa maior agilidade na detecção de possíveis novos casos”, explica e chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marilda Siqueira.

 

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