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Falta de segurança afeta rotina das unidades básicas de saúde

Até setembro, foram contabilizados 552 episódios em que a violência no território colocou em risco os funcionários e os pacientes das unidades

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 18 out 2017, 16h27 - Publicado em 18 out 2017, 16h24

De acordo com a secretaria municipal de saúde, cerca de duas unidades da atenção básica (clínica da família ou centro municipal de saúde) interrompem por dia seu atendimento a pacientes por conta de episódios de violência na cidade. Só nos nove primeiros meses deste ano já foram notificados 552 ocorridos em que a falta de segurança colocou em risco os funcionários e os pacientes das unidades.

No último domingo (15), bandidos sequestraram um médico da UPA da Maré para socorrer um comparsa baleado. Em outros 1.246 episódios, houve a suspensão das atividades externas das unidades para a segurança dos funcionários.

O secretário estadual de Saúde afirma que existe uma conversa em andamento com a Polícia Militar para criar parcerias que garantam maior segurança dos profissionais, uma vez que a maioria das unidades não possuem equipes de segurança. Apenas porteiros fazem o cerco das clínicas. Ainda assim, muitos trabalham somente durante o dia, já que há falta de pagamento.

Em nota, a Secretaria municipal de Saúde disse que a “segurança pública é uma atribuição do estado”.

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