Fábrica de fantasias que pegou fogo em Ramos não tem alvará dos Bombeiros

Até o início da tarde desta quarta (12), 21 pessoas foram resgatadas pelos bombeiros com vida, a maioria com problemas provocados pela inalação de fumaça

Por Da Redação
12 fev 2025, 12h39
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Chamas consomem fábrica de fantasias: vítimas são funcionários que trabalhavam ou dormiam no local, já que a Maximus funcionava 24h por dia na reta final do carnaval (Centro de Operações Rio/Reprodução)
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O prédio da fábrica de fantasias de carnaval Maximus, que pegou fogo na manhã desta quarta (12), em Ramos, não tinha alvará do Corpo de Bombeiros para funcionar. É o que informa o coronel Luciano Sarmento, subcomandante geral da corporação. Segundo ele, após o rescaldo o imóvel passará por vistoria e seus responsáveis serão notificados a legalizá-lo. Ainda segundo ele, a fábrica não contava com sistema preventivo de incêndios: não havia no local equipamentos como hidrantes e extintores. A Defesa Civil informou que há risco de desabamento interno. A estrutura foi isolada. A Maximus é a principal fornecedora de fantasias para escolas de samba da Série Ouro e da Série Prata, que desfila na Intendente Magalhães. Entre as agremiações que tinham ateliê no local e tiveram seu carnaval prejudicado estão Império Serrano, Unidos da Ponte, Vigário Geral, Em Cima da Hora e Unidos de Bangu.

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O coronel informou também que o fogo foi completamente controlado antes do fim da manhã. O Corpo de Bombeiros foi acionado, por volta das 7h39 desta quarta (12), para um incêndio em uma edificação no número 157 da Rua Roberto Silva, em Ramos. A operação conta com o empenho de 13 unidades operacionais da corporação, incluindo o Grupamento de Operações Aéreas da corporação e especialistas em salvamento em altura, cerca de 90 bombeiros, com apoio de 30 viaturas. Até o início da tarde, 21 pessoas foram resgatadas com vida, a maioria com problemas provocados pela inalação de fumaça. Entre elas, estão quatro funcionários que foram flagrados presos pendurados em janelas para tentar escapar da fumaça. Eles deixaram o prédio minutos antes de as chamas se alastrarem para o andar.

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No total, 12 vítimas estão em estado grave. Entre elas, oito estão entubadas, com queimaduras internas. Nove pacientes estão no Hospital Getúlio Vargas, Penha; quatro (dois deles em estado grave), no Hospital Souza Aguiar, no Centro; dois (em estado estável) no Evandro Freire, na Ilha do Governador; três (estáveis) no Hospital Geral de Bonsucesso; um em estado estado grave no Hospital Federal do Andaraí e dois em pacientes em avaliação no Hospital Municipal Salgado Filho (Méier).

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No momento do incêndio havia muitas pessoas no local, algumas delas dormindo: a menos de um mês do carnaval, devido ao intenso ritmo de produção para as escolas de samba, a fábrica operava 24 horas por dia em esquema de escala. “Estava todo mundo dentro do ateliê trabalhando e todo mundo começou a gritar ‘fogo, fogo’. E saímos correndo. Consegui salvar nossa equipe, mas o restante das pessoas se jogou lá de cima, foi desesperador”, contou à Globo uma funcionária que se identificou como Roberta e foi uma das primeiras a conseguir escapar das chamas. Mas esses funcionários ficaram na janela, na lateral do prédio, gritando por socorro enquanto usavam toalhas molhadas para não inalar a fumaça. Para o resgate, os bombeiros contaram com a ajuda de escadas cedidas por moradores do entorno. Um dos agentes quebrou parte de uma estrutura de ferro para retirar as pessoas. “Foi muito desesperador, mas eu estou bem. A gente estava dormindo. Tem mais de 20 pessoas lá dentro”, disse ao Bom Dia Rio, da TV Globo, um dos aderecistas resgatados pelos bombeiros pela janela.

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