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Cinema e teatro

Festival É Tudo Verdade e a peça Júlia

Por Da Redação
19 mar 2012, 16h10 • Atualizado em 5 jun 2017, 14h37
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vjrio-recomenda-01.jpg (Redação Veja rio/)
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  • Cinema

    É Tudo Verdade ? Festival Internacional de Documentários. Na 17ª edição, a programação traz novidades de 27 países. Estão previstas exibições de oitenta documentários, entre curtas e longas-metragens, a partir de sábado (24) em cinco endereços: CCBB, Espaço Itaú de Cinema, Espaço Museu da República, Instituto Moreira Salles e Oi Futuro Ipanema. O grande diretor alemão Werner Herzog comparece com Ao Abismo: um Conto de Morte, um Conto de Vida, sobre dois detentos do Texas condenados por triplo homicídio. Também chama atenção Crazy Horse, o novo trabalho do celebrado e incansável documentarista americano Frederick Wiseman, de 82 anos, que foi a Paris filmar o famoso cabaré de strip-tease. Outra bem-vinda atração: Com Amor, Carolyn, relato da amante de Jack Kerouac a respeito da geração beat. Além de trazer Salvando a Face (Saving Face), vencedor do Oscar de curta-metragem, sobre suplícios infligidos a mulheres no Paquistão, o festival fará a pré-estreia mundial de 25 fitas. Entre elas, há expectativas em torno de Tropicália, de Marcelo Machado, e Jorge Mautner ? O Filho do Holocausto, cinebiografia do compositor assinada por Pedro Bial e Heitor D?Alincourt.

    Teatro

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    Julia. Christiane Jatahy ganhou na semana passada o Prêmio Shell pela direção da adaptação de Senhorita Julia, peça do dramaturgo sueco August Strindberg (1849-1912). Em cartaz no Espaço Cultural Sérgio Porto, o drama dá à plateia a sensação de estar acompanhando os trabalhos num set de filmagem. No palco, David Pacheco registra com a câmera o flerte proibido entre a rica adolescente Julia e Jelson, o motorista da família. Pródigas em closes, as tomadas funcionam como um zoom para o olhar do espectador. Atrás dos telões em estruturas corrediças, onde são projetadas as imagens, ficam os cenários realistas de Marcelo Lipiani, espaços como a cozinha da mansão e o quarto do empregado. Nesses dois planos, os jovens atores Julia Bernat e Rodrigo dos Santos exibem talento, além do tipo físico apropriado para os papéis. Na narração da trágica história passada em uma única noite, o cruzamento de cinema e teatro revela-se particularmente inventivo, e delicado, na cena de sexo dos dois personagens.

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