Estupro de menor em bar de Botafogo: suspeito diz que houve consentimento

Segundo as investigações iniciais, o homem teria seguido a vítima até o banheiro feminino, trancado a porta, tomado seu celular e usado força física

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 abr 2026, 18h06 • Atualizado em 9 abr 2026, 18h06
Estupro de menor: João Pedro Hassan de Gusmão Lobo foi preso preventivamente acusado de abusar de uma adolescente de dezessete anos.
Estupro de menor: João Pedro Hassan de Gusmão Lobo foi preso preventivamente acusado de abusar de uma adolescente de dezessete anos. (Reprodução/Polícia Civil)
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  • A Polícia Civil do Rio prendeu temporariamente o universitário João Pedro Hassan de Gusmão Lobo, suspeito de estuprar uma adolescente de 17 anos dentro do banheiro de um bar na Praça Nelson Mandela, em Botafogo, Zona Sul, na última segunda-feira (6).

    As investigações apontam que o homem teria seguido a vítima até o banheiro feminino, trancado a porta, tomado seu celular e usado força física para cometer o crime. O suspeito nega e afirma que a relação foi consentida.

    Em depoimento a 10ª DP (Botafogo), feito ao lado da mães, a jovem contou que estava em um segundo encontro com o suspeito, que havia conhecido por meio de uma rede social em que tinham um amigo em comum.

    Pelo aplicativo, os dois trocavam mensagens e marcaram de se encontrar nas proximidades da escola da adolescente com o instuito de seguir para um shopping.

    Segundo o relato, o universitário insistiu em levar a jovem para locais reservados, como o estacionamento de um shopping, mas a menina recusou.

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    Após deixarem o shopping e irem a um bar, o homem voltou a insistir para que fossem juntos ao banheiro, de acordo com a vítima. A adolescente negou e foi sozinha.

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    Segundo a investigação, ele a seguiu, tomou seu celular, trancou a porta e a agrediu para impedir reação. Em seguida, teria forçado a prática de ato sexual e mantido relação mediante uso de força, mesmo diante de pedidos para que parasse. Laudos do Instituto Médico-Legal indicaram relação sexual recente.

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    A gerente do bar relatou comportamento incomum dos dois, que não consumiram nada e se ausentaram do salão no mesmo momento. Também disse que o suspeito saiu do banheiro feminino nervoso. Segundo a testemunha, a vítima parecia abalada ao deixar o local e tentava “limpar as pernas”.

    Mediante aos relatos, a Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias. O universitário foi localizado em casa, num condomínio em Botafogo.

    Ao ser preso, não demonstrou surpresa ao saber do que se tratava e negou que tenha cometido o estupro, mas admitiu ter feito sexo com a adolescente no bar. Aos policiais, João afirmou que o ato foi consentido, apesar de contar que percebeu que a vítima estava nervosa.

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