Estudo na Unirio encontra purpurina na praia oito meses após o Carnaval
Quatro rodadas de coleta mostram que o brilho vira microplástico e segue na areia
O Carnaval passa, mas parte do rastro fica. Um estudo publicado em dezembro de 2025 pela Unirio identificou microplásticos na areia da Praia do Flamengo, na Baía de Guanabara, mesmo oito meses depois da passagem dos blocos festividades.
A pesquisa acompanhou o local em diferentes momentos justamente para testar o impacto de eventos de massa na contaminação. Foram quatro etapas de coleta: três dias antes do Carnaval, quatro durante, três após e, por fim, oito meses depois.
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O menor índice apareceu antes da festa; o pico, logo depois. O que chama atenção é que, na última rodada, a presença dessas partículas ainda estava acima do patamar pré-evento, indicando que o material não some com a mesma velocidade que a música.
Nas amostras, predominam os fragmentos (66,3%), categoria em que se encaixa o glitter plástico, seguidos por fibras (26,2%) e grânulos (7,5%).
A explicação passa pelo próprio comportamento das praias arenosas, que funcionam como um tipo de “sumidouro” e retêm lixo marinho. No caso dos microplásticos (partículas com menos de cinco milímetros), o problema é persistente, já que eles circulam, acumulam outros poluentes e podem entrar na cadeia alimentar.





