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Esposa de instrutor morto em queda de asa-delta viu acidente acontecer

Causas do acidente ainda estão sendo investigadas. Clube São Conrado de Voo Livre declarou que equipamento e aeronave estavam com vistorias em dia

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 fev 2026, 11h30 •
asa-delta
Acidente de asa-delta: mulher de piloto afirmou ter visto a queda do marido com turista norte-americana (Redes sociais/Reprodução)
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  • Casada havia 24 anos com o instrutor de voo livre Rodolfo Pascoal Ladeira, que morreu na queda de uma asa-delta em São Conrado neste sábado (21), Liliana Almeida afirmou que presenciou o acidente. “Eu estava com ele, trabalhando junto com ele, porque eu ajudava. Eu estava com ele no momento, eu vi a situação toda acontecer, foi muito triste”, disse ela ao G1 neste domingo (22), durante o velório na capela do Crematório da Penitência, no Caju.

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    Rodolfo estava acompanhado da passageira Jenny Cólon Rodriguez, norte-americana de 37 anos, que foi socorrida, mas morreu no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. De acordo com a Confederação Brasileira de Voo Livre, Rodolfo acumulou mais de 350 decolagens em 50 pistas diferentes, com parapente e asa-delta, em 16 anos de experiência. “Ele amava o que ele fazia. Ele fazia tudo por amor. Quando ele não estava voando de lazer, ele estava voando trabalhando. Ele amava isso de paixão”, lamentou Liliana.

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     Filha do instrutor, Giovanna Almeida, comentou a presença de pessoas próximas: o velório estava repleto de parentes, colegas e amigos. “Isso aqui está cheio porque ele era muito, muito amado. Ele tinha muito talento. Deixa um legado muito grande para a gente”, completou Giovanna.

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     Rodolfo decolou da rampa da Pedra Bonita na manhã de sábado, mas a asa-delta que pilotava caiu no mar, perto da área de pouso. O corpo da turista norte-americana foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio. O consulado dos Estados Unidos não deu detalhes sobre os trâmites do traslado, mas afirmou que acompanha o caso e presta assistência.
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    As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. O Clube São Conrado de Voo Livre declarou, em nota, que o equipamento e a aeronave de Rodolfo estavam com as vistorias em dia e que ele tinha capacitação técnica obrigatória.  Acrescentou ainda que a asa-delta foi recuperada e encaminhada para perícia.

     A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por meio de seu site, informa que a segurança de pessoas envolvidas em esportes radicais não tem como ser garantida. Afirma ainda que a exploração comercial de atividades aéreas sem autorização é vetada por lei. De acordo com o órgão, é permitido apenas ser remunerado pela instrução. Segundo especialistas do setor, empresas costumam vender pacotes de voos como aula, ao invés de como passeio turístico, por este motivo. 

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