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Empresas investigadas na Lava jato levam 100 milhões em contratos

A Milano e a Masan firmam acordos com o governo municipal sem passarem por licitação, mesmo após seus sócios serem presos na Lava Jato

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 29 dez 2017, 15h11 - Publicado em 29 dez 2017, 14h51

A prefeitura do Rio fechou acordo com a Masan Serviços para prestação de serviços relativos à alimentação escolar em 2018, por R$30 milhões. Mas essa não foi a primeira vez que o governo municipal e a empresa investigada na Lava jato fazem negócio. Em 2017, a Masan embolsou R$ 75 milhões em contratos. O último deles, assinado no dia 18 de dezembro, mesmo dia que marco Antônio de Luca, sócio da empresa acusado de pagar R$ 12, 5 milhões em propina a Sérgio Cabral, era solto por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Segundo o Ministério Público federal, de Luca também possui participação na Milano, que recebeu R$ 25 milhões dos cofres cariocas, em 2017. Juntas, as duas empresas somam 32 contratos com o município este ano, dos quais apenas cinco foram disputados e vencidos em pregão. A maior parte deles foi firmada com dispensa de licitação ou inexigibilidade.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, houve pesquisa de preços as licitações foram dispensadas para cobrir o período necessário à conclusão de processo licitatório e não interromper o fornecimento de merenda escolar aos alunos.

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