Clique e assine por apenas 4,90/mês

Carta ao leitor: dura realidade

Na crônica histórica da injustiça e da brutalidade oriundas do racismo, mulheres negras aparecem como o alvo mais vulnerável

Por Fernanda Thedim - Atualizado em 17 jul 2020, 21h14 - Publicado em 17 jul 2020, 06h00

Elas são as maiores vítimas de feminicídio. Choram com mais frequência a morte violenta de seus filhos e maridos. Ganham os menores salários e costumam ser submetidas a humilhações que outras não conhecem. Na crônica histórica da injustiça e da brutalidade oriundas do racismo, mulheres negras aparecem como o alvo mais vulnerável.

É trágico constatar que o problema persiste nos dias de hoje e não poupa ninguém, como denunciam as personagens que ilustram a capa desta edição. Mulheres de gerações e trajetórias distintas, a cantora Alcione, a jornalista Gloria Maria, a atriz Taís Araujo, a apresentadora Luana Xavier, a bailarina Ingrid Silva, a publicitária Luana Génot e a estudante Ndeye Fatou Ndiaye oferecem corajosos depoimentos sobre a inaceitável presença do racismo no cotidiano carioca.

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

O assassinato do americano George Floyd, em maio, deflagrou uma onda de protestos que varreu o mundo e ganhou força por aqui também. Nossas entrevistadas mostram que não há motivos para a indignação arrefecer em todos nós, ao mesmo tempo em que é preciso lidar com as transformações provocadas por uma pandemia na cidade.

Continua após a publicidade

+As marcas do racismo na história de mulheres de diferentes gerações

VEJA RIO também traz notícias sobre as necessárias adaptações ao funcionamento de escolas, teatros e museus, as alternativas encontradas pelos restaurantes em meio à crise, a solidariedade nas favelas, a realidade do home office, os sonhos que o momento atual inspira e, ainda, a força simbólica do aniversariante Maracanã, que acaba de completar setenta anos. Boa leitura!

Fernanda Thedim, editora-chefe

Publicidade