Após dívida milionária, Leader terá marca leiloada na terça (31)

Com leião marcado para o dia 31 de março, a marca é avaliada em cerca de 700 milhões de reais

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 mar 2026, 16h51 •
Quem dá mais?: decisão do PGE faz com que a marca Leader seja leiloada por 700 milhões de reais.
Quem dá mais?: dívida bilionária com o Estado faz com que a marca Leader seja leiloada por 700 milhões de reais. (PGE-RJ/Divulgação; @lojasleader/Instagram)
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  • A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) conseguiu uma decisão favorável na 11ª Vara da Fazenda Pública que autoriza a penhora da marca Leader, um dos ativos mais importantes da tradicional rede de lojas de departamento do Rio.

    Avaliada em cerca de 700 milhões de reais, a marca será levada a leilão no dia 31 de março. Caso não haja interessados, uma nova tentativa está marcada para 6 de abril. As informações foram divulgadas pelo portal Diário do Rio.

    A medida ocorre no contexto de uma execução fiscal que envolve uma dívida superior a 1 bilhão de reais com os cofres do Estado do Rio de Janeiro.

    De acordo com a PGE-RJ, a penhora da marca integra uma estratégia do Núcleo de Insolvência, criado para acompanhar grandes grupos empresariais e buscar a recuperação de créditos públicos de alto valor.

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    “O trabalho do Núcleo de Insolvência da PGE-RJ demonstra uma atuação técnica qualificada na proteção do crédito público, com o monitoramento permanente de grupos empresariais de grande impacto econômico, e utilizando instrumentos processuais eficazes para preservação de ativos de alto valor”, afirmou Renan Saad, procurador-geral do Estado, ao veículo.

    Segundo a procuradora Roberta Barcia, coordenadora do Núcleo de Insolvência da PGE-RJ, a marca Leader já havia sido oferecida anteriormente como garantia em um Negócio Jurídico Processual (NJP) firmado com o Estado.

    No entanto, o acordo foi descumprido pela empresa, o que levou o governo estadual a solicitar judicialmente a constrição do ativo.

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    “O acordo, no entanto, foi descumprido pela empresa, o que levou o Estado a requerer judicialmente a constrição do ativo como forma de assegurar a satisfação do crédito tributário”, disse Roberta Barcia ao Diário do Rio.

    A disputa acontece em meio ao processo de recuperação judicial da varejista. A Leader chegou a ter a recuperação convertida em falência, mas uma decisão posterior do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu efeito suspensivo, permitindo que a empresa permaneça em recuperação até o julgamento final.

    De acordo com a procuradora, mesmo em caso de nova conversão para falência, a venda antecipada de ativos relevantes pode contribuir para acelerar a liquidação e preservar valor para o pagamento dos credores.

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    “Mesmo na hipótese de eventual convolação da recuperação judicial em falência, a alienação antecipada de ativos relevantes, como a marca, pode contribuir para uma liquidação mais célere e eficiente, com preservação de valor e maximização da satisfação dos credores”, destacou Roberta Barcia.

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