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Crônicas

O último artigo de Fernanda Torres (“Socorro”, 27 de abril) me comoveu muito. Não só o assunto, mas a forma clara, brilhante e precisa como foi escrito. O tema é mesmo oportuno. Sou médica e diariamente atendo pessoas visivelmente perturbadas que vivem em sociedade. Não estou fazendo apologia do cárcere, mas é uma situação bastante […]

Por Da Redação
Atualizado em 5 dez 2016, 16h14 - Publicado em 20 Maio 2011, 17h46
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  • O último artigo de Fernanda Torres (“Socorro”, 27 de abril) me comoveu muito. Não só o assunto, mas a forma clara, brilhante e precisa como foi escrito. O tema é mesmo oportuno. Sou médica e diariamente atendo pessoas visivelmente perturbadas que vivem em sociedade. Não estou fazendo apologia do cárcere, mas é uma situação bastante complexa de resolver. De qualquer forma, agradeço à autora por ter me presenteado com essa emoção diante de um texto tão bem elaborado, como se cada palavra estivesse divinamente em seu lugar correto.

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    Gabriela Cipriano

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    Socorro também! Já vi e fui vítima de alguns loucos mais brandos. Uma pena que as famílias ignorem seus desequilibrados, deixando para a sociedade arcar com as consequências. Silenciosos ou escandalosos, eles precisam ser observados e tratados para não produzir tragédias pontuais.

    Julio Alfradique

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    Fernanda, venha andar, então, em Copacabana. A vista do Pão de Açúcar é bacana. Esqueça a louca.

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    Carlos Eduardo Targa

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    Parabéns pelo tom perfeito e pela amplitude dos argumentos: arrebentou! E não deixe de circular por causa dessa maluca ou de qualquer outro.

    Raul Mesquita de Freitas

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    Tenho um irmão esquizofrênico com 71 anos. É a pessoa mais feliz e tranquila do planeta. No início foi confuso e difícil, porém a família se uniu e superou o obstáculo. Toma seus remédios religiosamente e é acompanhado por um psiquiatra. Vive na nossa casa, mas vai ao shopping todos os dias. Por isso, não aceito que famílias deixem seus doentes soltos nas ruas, ofendendo e agredindo as pessoas. Ninguém é obrigado a conviver com os problemas do vizinho. A razão tem de predominar, para o bem do doente e de terceiros.

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    Teresa Abreu de Almeida

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    Perdi minha mãe há vinte anos, quando eu tinha 13 de idade, e uma das poucas lindas e gostosas lembranças que ainda tenho é o carinhoso café com leite que ela preparava. E olha que achava, como todo estudante, que nada poderia suavizar aquela correria frenética de estudos em grupo, trabalhos, provas, deveres de casa. Hoje sou professora e, nesse corre-corre diário, um afago de mãe é essencial. Cheguei a chorar ao ler o artigo de Manoel Carlos (“Resíduos”, 20 de abril). O preparo, o cheiro, a cor, o gosto e a leitura do texto foram demais para mim.

    Cinara Short

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