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Coronavírus: taxa de contaminação no Rio aumenta com a flexibilização

Estudo da UFRJ aponta que o índice da capital na última semana subiu de 1,39 para 1,46

Por Carolina Barbosa - 29 jun 2020, 12h44

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apontou que o índice de contaminação do novo coronavírus aumentou durante a última semana na cidade. Na terceira semana de junho, o índice já tinha subido de moderado para alto. No entanto, com a flexibilização social, nos últimos dias, a infecção subiu de 1,39 para 1,46 na cidade, o que quer dizer que duas pessoas doentes podem contaminar quase três.

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A elevação do índice coincidiu com a semana em que o prefeito Marcelo Crivella decidiu antecipar mais uma fase de reabertura da economia. No início de junho, quando decidiram aderir à flexibilização, a taxa era de 1,03, avaliada em “moderada”.

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Quando se fala em todo o estado, a contaminação média diminuiu, mas aumentou na Região Metropolitana, se considerar a capital. Sem a cidade do Rio, o índice caiu de 1,45 para 1,40. Na região Noroeste, onde a situação é a mais preocupante e que atualmente apresenta um risco de 1,89, também houve redução. Já no Centro-Sul do estado, onde a contaminação é caracterizada como “muito alta”, o índice subiu.

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Entre 21 e 27 de junho, a cidade do Rio também registrou o menor índice de isolamento social desde o início da implementação das medidas para frear a propagação do vírus. De acordo com dados da Cyberlabs, que analisa câmeras de segurança e trânsito em bairros da cidade, a média de isolamento na última semana foi de 47% (durante a primeira semana de maio o patamar chegou a 85%).

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