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Santo Agostinho e Santo Inácio ignoram crise e mantêm mensalidade integral

Na contramão de outros colégios da cidade, dois dos mais tradicionais estabelecimentos de ensino do Rio 'compreendem o momento difícil' mas negam descontos

Por Cleo Guimarães - Atualizado em 7 abr 2020, 13h56 - Publicado em 7 abr 2020, 13h46

Mesmo sem oferecer aulas presenciais por causa do isolamento social imposto pelo governo e com menos gastos fixos, dois dos mais tradicionais colégios do Rio mantiveram o valor integral de suas mensalidade neste período – e não adiantou um grupo de pais e mães entrar em contato com as escolas para explicar que vem sofrendo uma queda de renda com o confinamento e o avanço do coronavírus no Brasil. Pelo menos por enquanto, os valores ficam como estão.

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Com filial na Barra, o Santo Agostinho do Leblon cobra entre R$ 2 700 (Ensino Fundamental I) e R$ 4157 (Ensino Médio) de seus 2 140 alunos e avisou, por meio de uma circular, que “mesmo sensíveis ao momento pelas quais as famílias estão passando”, não fará desconto algum na mensalidade de abril, para, assim, “manter toda a estrutura em funcionamento e não abrir mão de seu projeto pedagógico de excelência”.  O colégio, no entanto, dá um aceno de esperança aos responsáveis pelo pagamento: “Qualquer redução que porventura seja adotada, será aplicada às mensalidades seguintes”.

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Já o Santo Inácio, em Botafogo, também explica que, apesar de “compreender a incerteza do momento”, continua pagando integralmente o salário de seus colaboradores e honrando com seus demais compromissos financeiros. Em seguida, anuncia que “considerando que diversas famílias, a exemplo de nossos profissionais, não tiveram seus rendimentos reduzidos”, manterá as mensalidades (com valores bem próximos aos cobrados pelo Santo Agostinho) como estão. O colégio também alega ser uma entidade sem fins lucrativos e abre um canal para que “aqueles que necessitem solicitem descontos de forma extraordinária”.

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A posição dos dois colégios religiosos vai na contramão da atitude adotada por boa parte dos estabelecimentos de ensino particulares da cidade. Os pais de alunos da Escola Parque, por exemplo, se mobilizaram e pediram desconto na mensalidade. Alegaram grande queda em suas rendas e lembraram da redução de gastos variáveis do colégio, com aulas virtuais. Deu certo: a escola diminuiu em 15% a próxima mensalidade, em torno de R$ 3 mil. A Escola Nova, na Gávea, foi uma das primeiras a anunciar o desconto, de 30%. Na Eleva, houve um abatimento de 12%, enquanto na Escola Britânica, o percentual chega a 20%. Já o Cruzeiro abaterá em 50% o valor pago pelo horário integral. Na mensalidade regular, o colégio segue a cartilha do Santo Inácio e Santo Agostinho e não fará alterações.

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