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Coronavírus: banho de mar e ambulantes estão liberados nas praias do Rio

Fase 5 da flexibilização, no entanto, mantém proibição à permanência nas areias; medida foi considerada 'confusa', já que vendedores não terão clientes

Por Cleo Guimarães - Atualizado em 31 jul 2020, 19h41 - Publicado em 31 jul 2020, 18h42

O prefeito Marcelo Crivella anunciou nesta sexta (31) a quinta fase de flexibilização das atividades na cidade. Entre as medidas adotadas estão a liberação do banho de mar nas praias, mas sem permanência na areia. “Vai na praia, dá um mergulho e volta. Quem fizer diferente disso estará infringindo a lei”, explicou o superintendente da Vigilância Sanitária, Flávio Graça. Também foi anunciado que vendedores ambulantes e aqueles que têm pontos fixos nas areias poderão voltar a trabalhar.

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O prefeito foi então perguntado se a presença dos vendedores não estimularia as pessoas a ficarem na areia. Ele passou o microfone a Flávio, que explicou que a venda de bebidas alcoólicas está proibida “justamente para diminuir esse estímulo”. Já a subsecretária de Vigilância Sanitária, Marcia Rolim, afirmou: o objetivo de liberar o trabalho dos vendedores na areia (pela lei, a faixa à beira-mar ainda está proibida para os consumidores de seus produtos) é que as pessoas “possam comer ou beber alguma coisa entre um mergulho e outro”.

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Crivella disse ainda que a próxima fase do projeto de reabertura das praias inclui o agendamento, via celular, de um espaço pré-determinado na areia, com horário marcado para ocupá-lo. “Hoje mesmo debatemos isso”, afirmou. O prefeito assumiu que a fiscalização está longe de ser suficiente na orla, principalmente em dias de sol, quando os quiosques do calçadão e a areia, principalmente nas praias da Zona Oeste, vêm ficando lotados – como você viu aqui: Segunda sem lei: vídeo (mais um) mostra praia cheia no Recreio . “Realmente é difícil de fiscalizar, é uma área muito grande. Por isso a gente conta com a conscientização das pessoas”.

Nesta nova etapa, bares e restaurantes estão liberados para funcionar até 1h da manhã, e shoppings podem abrir das 10h às 22h, como acontecia antes da pandemia. Nos hotéis, piscinas e saunas também podem voltar a ser frequentadas normalmente pelos hóspedes, assim como as piscinas de condomínios – exceto para hidroginástica (por causa do alto número de grávidas e idosos entre seus praticantes, explicou o prefeito). Também foi confirmada a liberação para escolas particulares reabrirem, de forma “voluntária”.

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Perguntado sobre os planos de limitação de público na Praia de Copacabana para o Réveillon, Crivella passou a palavra para Márcia Rolim. “Fala que não tem nada certo ainda“, sussurrou o prefeito para a subsecretária. Ela então explicou que a questão “ainda está sendo estudada”.  As novas regras passam a valer a partir da meia-noite deste sábado (1).

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