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Conveniência por elevador: cresce número de mercadinhos em prédios no Rio

Comuns na Zona Sudoeste, lojas autônomas 24h chegam aos prédios da Zona Sul oferecendo praticidade e preços competitivos na porta de casa

Por Natália Boere
16 jan 2026, 09h55 • Atualizado em 16 jan 2026, 14h22
mercadinho credito dani dacorso
A qualquer hora: a vantagem é funcionar em horários em que o comércio de rua já fechou as portas, diz o morador Magno Maciel  (Dani Dacorso/Veja Rio)
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  • Era madrugada de sábado e os times italianos Fiorentina e Milan duelavam numa intensa partida de Fifa 24 no Xbox de Magno Maciel, morador do Flamengo. O jogo se aproximava do fim quando acabou a pilha do controle do videogame. Ir dormir não era uma opção, tampouco esperar um delivery ou vagar pela rua em busca de um supermercado ou farmácia abertos àquela hora. Ele se lembrou, então, de uma novidade instalada no prédio em que mora, com 82 apartamentos: um mercadinho autônomo, com funcionamento 24 horas.

    Comum em grandes condomínios da Barra e adjacências, o serviço vem conquistando edifícios menores na Zona Sul. “É sensacional poder comprar o que precisa quase na porta de casa, em horários que não fazem sentido para o comércio”, aponta o jornalista. A obra foi ideia da síndica, Luciana Biosa, que entrou em contato com a operadora Easy Market após ver algo semelhante no Recreio. Os custos foram bancados por um franqueado da empresa, que, em um mês, entregou o espaço pronto, com doze metros quadrados, ar-condicionado e um mix de mais de duzentos produtos, do arroz ao sabão em pó, passando por pratos congelados, laticínios e bebidas.

    + Férias na cidade: como são os “hotéis com cara de casa”

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    Peggô: marca tem 350 lojas, 70% delas em prédios do Rio (./Divulgação)

    O modelo é baseado nas lojas Amazon Go, segmento de ultraconveniência aberto pela gigante Amazon em 2018, nos Estados Unidos, sem funcionários, caixas e filas. Por aqui, o pagamento é feito por aplicativo ou cartão de crédito, débito ou PIX, em máquinas automáticas. Na base da confiança e do monitoramento de câmeras, o próprio cliente registra e paga pelas compras. As perdas não ultrapassam 2%. “Os preços são razoáveis, mais baratos do que os do mercado da esquina”, atesta o contrabaixista Bruno Araújo, que mora em Laranjeiras. A Easy Market abriu a sua primeira loja em 2020 e, hoje, conta com 1 500 unidades no Brasil, sendo quatrocentas no Rio. “Os mercadinhos autônomos são uma evolução das vending machines, que suportam no máximo quarenta produtos diferentes e não raro dão defeito”, observa Lucas Gibson, CEO da marca.

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    Estratégia: lucro em prédios menores é citado pelos CEOs da Mikro Market e da Peggô (Divulgação/Divulgação)

    A berta no fim de 2023, o Mikro Market triplicou o número de lojas em 2025: foi de cem para trezentas em todo o país, e de sessenta para 180 no Rio. Boa parte das novas unidades está na Zona Sul, em bairros como Ipanema, Gávea e Lagoa. “Na região, os prédios são menores, mas por conta do poder aquisitivo mais alto, a performance é melhor”, explica Raphael Pinho, CEO da Mikro Market.“A linha de corte era muito alta, e condomínios com menos de duzentas unidades não interessavam. Há um ano, isso mudou”, faz coro o CEO da Peggô, que tem 350 lojas, 70% delas no Rio. Dados da empresa de pesquisa de mercado e consultoria indiana Fortune Business Insights indicam que o mercado global de automação no varejo deve crescer 166% até 2030, alcançando 64 bilhões de dólares.

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    Expansão: carioca criou adegas autônomas com 114 unidades em um ano (Divulgação/Divulgação)

    Condomínios recém-entregues ou em construção na Zona Portuária, como o Luggo Mauá, já vêm com espaço para implantação desses mercadinhos. “Virou uma necessidade, assim como pet place e praça de food trucks”, diz Fábio Castro, gerente de vendas da construtora Cury, que tem catorze lançamentos engatilhados na região. E as múltiplas possibilidades de formato aquecem o setor. De olho na tendência, o carioca Rafael Soares abriu, no início de 2025, a Vinho24h, rede de adegas autônomas instaladas em residenciais que já tem 114 unidades, trinta na capital fluminense. “Rótulos de países como Chile, Argentina, Portugal, França e Uruguai são vendidos a um preço médio de 49 reais”, conta Rafael. Para Roberto Kanter, professor dos MBAs em marketing da FGV e diretor da Canal Vertical, as lojas autônomas não vão substituir o supermercado em termos de oferta de produtos, nem de precificação, mas se tornaram essenciais. “Vivemos num mundo em que o tempo é o ativo mais caro que existe”, arremata. Quem vive na correria agradece.

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    O futuro é aqui

    Os números do setor

    • 166% é o crescimento previsto do varejo de automação nos próximos quatro anos
    • 64 bilhões de dólares é o montante que este mercado deve movimentar até 2030
    • 80% dos franqueados de mercadinhos autônomos abrem a segunda unidade em menos de um ano
    • 2% é a perda calculada pelas empresas no modelo em que o cliente registra e paga as compras
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