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Sem pipoca, sem filme: cinemas do Rio não vão reabrir sem bombonière

Sindicato dos Exibidores afirma que comercialização de pipoca e afins responde por 50% do faturamento e operação seria inviável desta forma

Por Marcela Capobianco - Atualizado em 14 set 2020, 11h23 - Publicado em 14 set 2020, 11h22

O decreto do prefeito Marcelo Crivella liberando o retorno das atividades dos cinemas cariocas caiu como um “balde de água fria” para os exibidores da cidade. Isso porque a prefeitura exigiu que as bombonières seguissem fechadas.

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A venda de pipoca, refrigerante, balas e afins responde por 50% do faturamento dos cinemas, o que torna inviável a operação, ainda mais com o público restrito à metade da capacidade das salas.

Num encontro que reuniu todas as empresas exibidoras da cidade na última sexta (11), ficou definido que os cinemas não reabrirão enquanto a prefeitura não liberar a comercialização de alimentos nos locais.

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Segundo Gilberto Leal, presidente do Sindicato dos Exibidores do Rio, o diálogo entre as empresas e a prefeitura acontece há mais de dois meses e a decisão de vetar as bombonières foi uma surpresa.

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“Apresentamos um longo protocolo que prevê o funcionamento dos cinemas com 50% da capacidade, poltronas bloqueadas para obrigar o distancimento, diminuição de sessões para evitar aglomerações no foyer, mas não contávamos com essa determinação da prefeitura. É inviável financeiramente reabrir os cinemas sem a venda de alimentos”, explica.

Leal informou que enviou à prefeitura, no último fim de semana, um dossiê que comprova a importância da comercialização de alimentos para a saúde financeira dos cinemas e lembra que, no mundo todo, 65% das salas já voltaram a funcionar e em nenhum país as bombonières tiveram que permanecer fechadas.

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“Por que as praças de alimentação dos shoppings podem funcionar e os cinemas não podem vender pipoca? Os bares e restaurantes do Rio estão recebendo frequentadores normalmente… Outro ponto importante é que os cinemas não podem impedir que os espectadores levem o próprio alimento para as salas. Isso é até comum. No Brasil, já há cerca de duzentos cinemas abertos e todos estão podendo vender alimentos”, desabafa Leal.

A expectativa do sindicato é de que a prefeitura revise as regras impostas e libere a comercialização de pipoca e bebidas ainda esta semana.

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