O carro mais polêmico no desfile sobre Lula da Acadêmicos da Niterói
Abre-alas da escola teve Bolsonaro, representado como o palhaço Bozo e fazendo gesto de empunhar arma
Um resumo dos últimos acontecimentos políticos do Brasil, do ponto de vista da esquerda, abriu passagem para a Acadêmicos de Niterói, primeira a desfilar na noite inaugural dos desfiles do Grupo Especial 2026, neste domingo (15). O abre-alas da escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, teve esculturas e fantasias que remetiam aos ex-presidentes Michel Temer, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, além do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e do próprio homenageado. A alegoria causou polêmica ao apresentar Bolsonaro caracterizado como o palhaço Bozo, apelido dado pelos opositores, e fazendo gestos como o de apontar uma arma, como o ex-chefe de estado chegou a exibir quando exercia o mandato.
Ao colocar lado a lado figuras associadas a diferentes momentos de tensão institucional, disputas eleitorais e decisões judiciais que marcaram o país recentemente, do impeachment de Dilma (2016) aos dias de hoje, a escola apostou num tom crítico e satírico, atiçando ainda mais a oposição, que já recorreu à Justiça alegando propaganda eleitoral antecipada.
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O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou os pedidos para barrar o desfile, mas não faltam polêmicas para manter o assunto do desfile quente até as eleições. Outra questão que incomodou os bolsonaristas foi o fato de integrantes da escola terem feito a letra L com os dedos polegar e indicador para as câmeras da TV Globo, que transmitia o desfile.





