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Capivara agredida na Zona Norte apresenta melhora; criminosos foram presos

Animal resgatado em estado grave com traumatismo craniano apresenta sinais de recuperação, mas ainda corre risco de ficar cego do olho esquerdo

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 mar 2026, 12h36 • Atualizado em 23 mar 2026, 13h20
Capivara resgatada na Ilha do Governador
Capivara resgatada na Ilha do Governador após agressão apresent melhora, mas corre o risco de ficar cega do olho esquerdo (CRAS Estácio de Sá/Divulgação)
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  • A capivara vítima de agressões na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, apresentou sinais de melhora após ser resgatada em estado grave, mas corre risco de ficar cega do olho esquerdo. O animal, que sofreu traumatismo craniano, chegou a ficar sedado para estabilização, mas já conseguiu se levantar, se alimentou bem e bebeu bastante água na manhã desta segunda (23), segundo informou o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) da Universidade Estácio de Sá, em Vargem Pequena.

    No entanto, em função do traumatismo craniano,  a capivara, um macho, de cerca de 6 anos, ainda corre risco de vida. “Lamentável. Infelizmente, se ela ficar cega, não poderá ser solta no meio ambiente. De acordo com os veterinários, a recomendação, em caso de cegueira, é leva-la para um parque cercado, para que não corra risco de atropelamento. As pessoas que cometeram esta barbaridade têm que ser punidas, para que não se repita”, disse o vereador Luiz Ramos Filho, presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal do Rio, que vem acompanhando o caso.

    O caso aconteceu na madrugada de sábado (21). De acordo com testemunhas, um grupo cercou a capivara e passou a agredi-la com barras de ferro e pedaços de madeira. A ação foi registrada por câmeras de segurança, o que ajudou na identificação dos envolvidos.

    Ainda no mesmo dia, seis homens foram presos e dois adolescentes apreendidos em flagrante nas proximidades do local do crime. Os adultos vão responder por maus-tratos a animais, associação criminosa e corrupção de menores. Já os adolescentes serão responsabilizados por atos infracionais equivalentes.

    O resgate do animal foi realizado por agentes das secretarias municipais de Proteção e Defesa dos Animais e de Meio Ambiente, que o encaminharam para atendimento veterinário especializado.

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    Presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal, o vereador Luiz Ramos Filho classificou o episódio como chocante e cobrou punição rigorosa aos responsáveis. “Foi um choque tremendo ver as imagens do espancamento desse pobre animal. Graças a Deus a capivara apresentou uma melhora. Estamos na torcida para que se recupere, mas vamos cobrar punição exemplar para os criminosos que fizeram essa covardia”, afirmou o parlamentar, acrescentando que acionou a prefeitura assim que tomou conhecimento da denúncia.

    A capivara vai permanecer no centro de reabilitação, que fica dentro de uma universidade particular, em Vargem Pequena.  O animal virou xodó dos estudantes de medicina veterinária da instituição, que já fazem uma enquete para dar um nome ao bicho.

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