Canecão é inteiramente demolido para dar lugar a complexo cultural
Processo começou em 6 de agosto do ano passado; agora, restam apenas parte da estrutura e das paredes de um dos lados do antigo prédio

Quem passou em frente ao local onde funcionava o Canecão, avenidas Venceslau Brás e Lauro Sodré, em Botafogo, ao lado do Shopping Rio Sul, nos últimos dias, se deparou com um grande vazio. É que o edifício original já está em fase final de demolição: nesta terça (1º), apenas parte da estrutura e das paredes de um dos lados do antigo prédio continuavam de pé.
Em vez de apenas uma casa de show, o novo empreendimento, previsto para ser inaugurado em 2026, será um complexo com oito unidades de entretenimento. O projeto arquitetônico conta com 15 000 metros quadrados de terreno e 20 000 metros quadrados de área construída.
+ Gari que encontrou bebê no lixo pretende iniciar processo de adoção
Segundo o jornal O Globo, na primeira fase das demolições, que teve início em dia 6 de agosto do ano passado, foi derrubada a estrutura interna, além de terem sido realizadas obras de limpeza e terraplanagem. Esta nova etapa, com a derrubada do restante do imóvel, começou há cerca de duas semanas.
O novo Canecão será construído e gerido pelo consórcio Bonus Klefer, que tem concessão do espaço por trinta anos. Com investimento total de 200 milhões de reais, o projeto é assinado pelo arquiteto João Niemeyer.
O espaço principal será a Grande Sala de Espetáculos, com com 3.300 metros e capacidade para até 6 000 pessoas, distribuída em três pavimentos. Nesse edifício, serão realizados os shows, concertos, peças e apresentações gerais. Já o Espaço de Exposições, com 500 metros quadrados, irá abrigar mostras de artes visuais.
O Espaço Multiuso, com 500 metros quadrados, que irá abrigar pocket-shows e eventos sociais e corporativos. Lá, será instalado o famoso mural do multiartista Ziraldo (1932-2024). Com seis metros de altura por 32 de largura, ele será restaurado por uma equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), proprietária do terreno.
+ A causa do apagão que deixou 220 000 pessoas sem luz no Grande Rio
Outro ambiente previsto é o Microteatro, com 1 000 metros quadrados. Inovador, receberá experiências únicas cênico-gastronômicas. O Estúdio Criativo, por sua vez, será destinado à criação de produtos musicais, captação de vídeos, entrevistas e podcasts, com toda a estrutura para apoiar os novos talentos da música e das artes.
Com 1 000 metros quadrados, o Museu da Música será dedicado à história da casa e da música nacional e internacional, com ações imersivas e acervo exclusivo, com previsão de receber 100 000 visitantes por ano.
+ Golpe da empada: como funcionava fraude milionária envolvendo franquia
Outro destaque é o Bosque, uma área verde descoberta de 5 000 metros quadrados, que irá abrigar feiras e eventos ao ar livre. Com entrada gratuita, esse espaço terá funcionamento independente das demais atividades.
O Lounge Canecão, com 300 metros quadrados, será voltado para encontros entre patrocinadores e seus convidados e parceiros nos dias de evento na Grande Sala, com o objetivo de facilitar novas conexões e estreitar relacionamentos.
+ Com Jaé emperrado, transações on-line do Riocard sobem 90% em um ano
Diferentemente da casa de shows original, que ficava bem próxima à rua, o novo complexo ficará afastado da via e mais perto da área verde. Além da área pública de convivência, com entrada gratuita, o complexo terá um espaço para circulação de veículos.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui