Camarote de R$ 3.500 na Sapucaí vira pesadelo: superlotação, caos e reclamações
Vídeos e queixas online apontam desorganização, calor e dificuldade de circulação no espaço
O que era para ser uma noite premium na Sapucaí, com ingresso na casa dos 3 500 reais, virou dor de cabeça para parte do público.
Nas redes sociais, circulam vídeos de foliões reclamando de superlotação, dificuldade para andar e um clima de confusão que contrasta com a promessa de conforto — especialmente para quem pagou caro para assistir aos desfiles com mais estrutura.
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As reclamações também aparecem em registros de consumidores na internet, com relatos de desorganização, mau atendimento e problemas de infraestrutura – incluindo queixas sobre falta de refrigeração e ausência de transfer em casos citados por clientes.
Muitos relataram que a experiência ficou aquém do valor cobrado e que, em vez de curtir a noite, passou boa parte do tempo tentando apenas se locomover (ou entender como o serviço funcionava).
De acordo com a nota oficial do Camarote Rio Praia, o espaço afirma que, ao longo de oito anos, sempre operou com um formato que privilegiava ampla circulação e setorização fluida, mas que uma mudança estrutural na fase final do projeto exigiu nova configuração, com setorização diferente das edições anteriores. Isso é o que teria impactado pontualmente a dinâmica de circulação interna.
A nota ressalta que a capacidade permaneceu dentro dos limites autorizados, com “controle rigoroso de acessos”, e que buffet e open bar seguiram “normalmente, dentro do padrão de excelência”.
Para as próximas edições, o camarote diz que já trabalha para retomar o formato estrutural tradicional, prometendo mais fluidez e conforto, e afirma estar monitorando a operação em tempo real e fazendo ajustes contínuos.
Consumidores pretendem entrar na Justiça
Na noite desta terça (17), VEJA RIO teve acesso a um grupo de WhatsApp criado por clientes insatisfeitos com o camarote. O grupo foi batizado de Lixo Rio Praia e os consumidores lesados pretendem entrar com uma ação contra o camarote.
“É um camarote repleto de escadas, o que atrapalha muito a acessibilidade. Era muito difícil transitar entre as diferentes áreas. A frisa é muito pequena, então a gente ficou extremamente espremida. Pagando mais de 3 000 reais pelo ingresso, esperei uma experiência muito melhor, mas só consegui comer um salgadinho de péssima qualidade e a água estava quente. Entrei em contato com os responsáveis e a resposta que eles me deram foi que eles tiveram um problema de última hora em relação ao espaço, mas também deu para notar que faltou organização”, relata Yasmin Pacheco, gerente de uma academia na Barra da Tijuca. Ela foi ao camarote Rio Praia no sábado (14), com a namorada.





