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Transporte verde: BRT testa ônibus elétrico com tecnologia brasileira

Modelo fabricado no país tem autonomia de até 300 km e será avaliado em operação com passageiros até abril de 2026

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 fev 2026, 16h56 • Atualizado em 23 fev 2026, 16h57
ônibus elétrico BRT
ônibus elétrico com 100% de tecnologia brasileira entra em fase de testes (./Divulgação)
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  • O BRT do Rio de Janeiro deu um passo à frente na modernização e descarbonização da frota,  com a entrada em operação, esta semana, de um ônibus elétrico desenvolvido integralmente no Brasil pela Eletra. A unidade do e-Bus começa a circular em fase de testes com passageiros nos corredores do sistema, dentro do programa de descarbonização da cidade estabelecido pela Secretaria Municipal de Transportes, com testes previstos até 30 de abril de 2026.

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    Produzido em São Bernardo do Campo (SP), o e-Bus reforça a presença da indústria nacional na transição energética do transporte público urbano. A iniciativa ocorre em um dos sistemas de BRT mais exigentes do país, tanto pelo volume de passageiros quanto pelas condições operacionais, que incluem altas temperaturas e longos trechos de operação contínua.

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    Tecnologia brasileira no centro da mobilidade elétrica

    Para a presidente da Eletra, Milena Braga Romano, a operação simboliza o potencial da indústria nacional em sistemas desafiadores. “Estar presente nesta operação com tecnologia 100% brasileira mostra que nossa indústria está pronta para liderar a descarbonização das grandes metrópoles com eficiência e orgulho nacional”, afirma.

    O modelo foi desenvolvido com chassi da Mercedes-Benz, carroceria da Caio e motores e baterias fornecidos pela WEG, compondo uma solução com elevado índice de nacionalização. A proposta é oferecer alternativa competitiva frente a modelos importados, com foco em robustez operacional e suporte técnico local.

    Autonomia, carregamento e desempenho

    O ônibus elétrico possui autonomia de até 300 quilômetros, com recarga estimada entre três e quatro horas, parâmetros estratégicos para um sistema de alta demanda como o BRT Rio, onde a previsibilidade operacional é essencial.

    A diretora comercial da Eletra, Iêda Oliveira, destaca a adaptação do modelo às condições específicas da cidade. “Nosso diferencial no Rio é a customização. Por produzirmos no Brasil, entregamos um veículo calibrado para o clima e a topografia carioca, garantindo autonomia de até 300 km e suporte técnico imediato. Podemos ajustar desde a potência do ar-condicionado até o posicionamento das portas para atender exatamente ao que o passageiro carioca precisa”, explica.

    Os ajustes incluem adaptação a temperaturas elevadas, variações de relevo e ciclos intensivos de aceleração e frenagem típicos dos corredores segregados.

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    Conforto e sustentabilidade

    Além do benefício ambiental, com zero emissão de poluentes e redução de ruído, o modelo oferece conforto e acessibilidade: piso baixo, entradas USB para dispositivos móveis e vidros com proteção UV. A substituição gradual de ônibus a diesel por veículos elétricos contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, um dos principais responsáveis pela pegada de carbono nas grandes cidades brasileiras.

    Financiamento e política de transição energética

    A operação também abre possibilidade de acesso a linhas de financiamento, como as do BNDES, que priorizam conteúdo nacional. A nacionalização da produção amplia a elegibilidade a programas de crédito voltados à mobilidade elétrica e à infraestrutura sustentável.

    Os testes no Rio seguem até 30 de abril de 2026, integrando o plano de descarbonização da Secretaria Municipal de Transportes. O desempenho do veículo durante esse período será determinante para possíveis expansões da frota elétrica do sistema.

    Em meio à pressão por redução de emissões e modernização da mobilidade urbana, a iniciativa posiciona o Brasil não apenas como consumidor, mas como protagonista tecnológico na eletrificação do transporte público.

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