Quais serão as principais discussões abordadas na reunião do Brics no Rio
Em pauta estão temas como cooperação em saúde global, comércio, investimento e finanças, mudança do clima e governança da inteligência artificial
O Rio recebe a Cúpula do Brics no domingo (6) e na segunda (7), no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo. Trata-se do encontro mais importante do bloco em 2025, reunindo chefes de Estado, chanceleres e assessores de alto nível dos países-membros. Entre os objetivos do encontro estão fortalecer a cooperação econômica, política e social entre seus membros e promover um aumento da influência dos países do Sul Global na governança internacional. A Cúpula deve discutir temas como cooperação em saúde global, comércio, investimento e finanças, mudança do clima, governança da inteligência artificial, reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança, e o desenvolvimento institucional do Brics.
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O Brics é formado por 11 países membros (África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia e Rússia) e outros parceiros (Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã). O grupo funciona como foro de articulação político-diplomática do Sul Global e de cooperação em várias áreas. Tudo para “melhorar a legitimidade, a equidade na participação e a eficiência das instituições globais, como a ONU, o FMI, o Banco Mundial e a OMC. Além disso, visa impulsionar o desenvolvimento socioeconômico sustentável e promover a inclusão social”, diz texto no site do Brics.
Mais de 100 reuniões preparatórias foram realizadas entre fevereiro e julho deste ano, muitas delas por videoconferência. Além disso, houve duas reuniões com os negociadores políticos – os chamados sherpas. A primeira, em fevereiro, no Palácio Itamaraty, em Brasília, teve a aprovação unânime dos temas centrais propostos pelo Brasill, com destaque ao ponto de revisão da Parceria Estratégica na Área Econômica, um plano de cinco anos que passa por renovação sob a liderança brasileira.
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O destaque da segunda reunião, já no Rio, em abril, foi a participação inédita da sociedade civil, com uma mudança significativa na forma como o grupo incorpora as demandas sociais no processo decisório. O resultado foram consensos como de que o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) deve ser principal agente de financiamento da industrialização do Sul Global.
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Desde terça (30), os negociadores políticos do grupo voltaram a se encontrar, de novo no Rio, para alinhar compromissos.
Confira alguns temas em discussão:
Saúde: a proposta é criar uma Parceria para Eliminar Doenças Socialmente Determinadas, como as causadas por pobreza, fome e moradia precária. A ideia é que os países do Sul Global atuem juntos em ações integradas e multissetoriais, ampliando a cooperação em vacinas e buscando equidade em saúde.
Inteligência artificial: o grupo quer estabelecer uma governança internacional para uso ético da IA, voltada à solução de problemas como pobreza, desigualdade e clima. Foi assinada uma declaração que defende o acesso democrático a tecnologias, desenvolvimento de linguagens acessíveis e infraestrutura comum entre os países-membros.
Mudança do clima: pela primeira vez, o Brics firmou um documento conjunto sobre financiamento climático, com foco em países em desenvolvimento. A proposta prevê reformas em bancos multilaterais, maior volume de financiamento concessional e mobilização de capital privado, além de ajustes regulatórios para viabilizar recursos
para ações climáticas no Sul Global.
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