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Bretas condena Eike por esquema de corrupção com propina de R$ 52 milhões

1ª condenação do ex-homem mais rico do país afeta Cabral e Adriana Ancelmo

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 3 jul 2018, 13h27 - Publicado em 3 jul 2018, 13h25

Eike Batista foi condenado a 30 anos de prisão por Marcelo Bretas nesta segunda (02). A decisão faz parte de um processo que investiga o pagamento de R$ 52 milhões em propinas por parte do empresário a membros do Governo do Estado em troca de vantagens.

A condenação é a primeira de Eike, que havia sido preso em 2017 por estar foragido e, posteriormente, conseguiu autorização para cumprir prisão domiciliar. De acordo com Bretas, as negociatas que geraram o pedido de prisão aconteceram durante a gestão de Sérgio Cabral, um dos cinco condenados pela sentença. O ex-governador foi condenado a 22 anos e 8 meses de cadeia pelo caso, ultrapassando assim 120 anos na soma de sentenças pregresssas.

Além de Cabral, a ex-primeira dama Adriana Ancelmo (4 anos e 6 meses), o ex-braço direito de Cabral Carlos Miranda (8 anos e 6 meses), o ex-braço direito de Eike Flavio Godinho (22 anos) e o ex-secretário Wilson Carlos (9 anos e 10 meses) também foram condenados. A eles foram atribuídos crimes como corrupção passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. As decisões de Bretas são passíveis de recurso. As informações são do portal G1 e do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

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