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Beijo gay: dois anos após tentativa de censura tema volta à Bienal do Rio

Felipe Cabral lança 'O primeiro beijo de Romeu', inspirado na tentativa do ex-prefeito Marcello Crivella de tirar livro com ilustração polêmica do evento

Por Da Redação 30 nov 2021, 14h16

Dois anos depois de um beijo gay ter marcado a Bienal do Rio, o maior evento literário do país volta ao tema, mas a história é outra. Ainda que inspirada nos acontecimentos da Bienal de 2019, quando houve uma tentativa de censura por parte do ex-prefeito Marcelo Crivella a um livro da Marvel que trazia a ilustração de um beijo entre dois homens em um dos quadrinhos. É o lançamento de “O primeiro beijo de Romeu” (Galera Record, primeiro romance jovem LGBTQIA+ do roteirista, ator e autor carioca Felipe Cabral, que acontece dia 16 de dezembro.

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Cabral narra as vivências de Romeu que, prestes a dar seu primeiro beijo, tem sua vida virada de cabeça para baixo. Além de ser arrancado do armário para toda a escola, ele descobre que o livro que seu pai lançaria na Bienal do Rio acaba de ser censurado pelo prefeito da cidade. Com orelha assinada por Jean Wyllys, o livro traz na capa um beijo entre dois garotos numa ilustração de Johncito e promete preconizar uma mudança no meio editorial, abrindo espaço para novas abordagens nas histórias LGBTQIA+.

Felipe escreveu na 4ª temporada do humorístico “Vai Que Cola” (MultiShow, 2017) o primeiro beijo gay do humorístico e repetiu o feito escrevendo a cena do primeiro beijo gay das novelas das 19h da TV Globo, em “Bom Sucesso” (TV Globo, 2019). Como colaborador das novelas de Rosane Svartman e Paulo Halm, também teve a oportunidade de escrever cenas que abordavam a homofobia em “Totalmente Demais” (TV Globo, 2015).

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“Lembramos da reação dos frequentadores do evento, do próprio evento e das editoras presentes. Todos e todas foram firmes em rechaçar aquela censura e mostrar que as histórias LGBTQIA+ não seriam nunca mais censuradas ou jogadas para dentro de qualquer armário. Não à toa, depois do evento, as vendas de livros escritos e/ou protagonizados por LGBTs mais do que dobraram. A vitória foi nossa”, disse o autor ao site Metropolis.

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