Maré boa: Baleia, de Angelo Venosa, passa por restauro no calçadão do Leme
Viúva do artista passou as recomendações para que tudo fosse feito como o marido gostaria; trabalho pode ser acompanhado através de grades
A novidade que veio dar à praia muito mais que um grande rabo de baleia, no final dos anos 1990, passa por uma restauração à altura de suas 12 toneladas. Criada por Angelo Venosa (1954-2022), a escultura no calçadão do Leme com estrutura vazada que se espraia por seis metros de largura e quatro de altura, não tinha a pretensão de representar o cetáceo: o nome Baleia foi dado pelos admiradores, tornando-se oficial.
Agora, após anos de chuva, maresia e urina (não só de pets), ela passa por um trato especial. “Foi a viúva de Venosa, Sara, quem passou as recomendações para que tudo fosse feito como o marido gostaria”, diz Heitor Wegmann Jr, cofundador do Instituto Carioca Cidade Criativa (ICCC), à frente da recuperação da obra de arte, com patrocínio da Granado, do Instituto Yduqs/Estácio de Sá e do Zona Sul. Ela determinou, por exemplo, que a peça de aço corten — material de alta resistência com liga de cobre, cromo e fósforo, conhecido pela pátina de ferrugem avermelhada — fosse enxaguada com água deionizada, após a lavagem com solução de detergente de pH neutro. Está prevista ainda a remoção de pichações e de trechos em desfolhamento e corrosão.
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“Sara e os filhos também vão dar palestra a alunos de escolas da vizinhança”, conta ele, preocupado em sublinhar a importância de se cuidar no patrimônio. Neste sentido, o canteiro da obra está adesivado com informações sobre o artista, e há um trecho gradeado para que seja possível ver o andamento dos trabalhos.







