Araras-canindés estão de volta à Floresta da Tijuca
Soltura realizada pelo Refauna com apoio do ICMBio foi precedida por sete meses de adaptações
Durante décadas, o azul e amarelo das araras-canindés foram apenas lembrança no céu do Rio.
Em janeiro, porém, a paisagem da Floresta da Tijuca voltou a ganhar cor: três fêmeas — Fernanda, Fátima e Sueli — foram soltas no parque nacional, marcando a reintrodução da espécie na Mata Atlântica carioca.
A soltura, realizada pelo Refauna com apoio do ICMBio, foi precedida por sete meses de aclimatação, treinamento de voo e adaptação alimentar em um recinto instalado no próprio parque.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
Um mês depois, o resultado é positivo: as aves estão saudáveis e vêm explorando a floresta.
Segundo o ICMBio, elas ainda usaram os comedouros suspensos nos primeiros dias, mas logo passaram a fazer viagens mais longas, observadas por moradores do entorno e frequentadores da unidade de conservação.
O acompanhamento segue de perto — com anilhas, microchips e colares de identificação, as araras são monitoradas pela equipe técnica e por meio da Ciência Cidadã, a partir de relatos enviados pela população local.
As três são pioneiras, mas não serão as únicas. Selton, um macho, ainda aguarda liberação e deverá se juntar a elas ao longo de 2026.





