Alô, Jetsons! Como será o primeiro aeroporto de carros voadores do Rio

Parceria entre empresas do setor aéreo aposta em vertiporto urbano na Zona Oeste da cidade

Por 15 jan 2026, 12h47 • Atualizado em 15 jan 2026, 13h02
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Aeroporto de Jacarepaguá: espaço, que passa por obras de modernização, terá estrutura para pouso e decolagem de "carros voadores"  (Aeroporto de Jacarepaguá/Facebook/Reprodução)
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  • O Rio de Janeiro vão abrigar  um dos primeiros vertiportos urbanos do Brasil, estruturas destinadas à operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs), popularmente conhecidas como “carros voadores”. O anúncio foi feito após empresas do setor aéreo firmarem parceria para o desenvolvimento dessa infraestrutura no país. A outra cidade que terá um espaço do gênero será São Paulo.

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    Carros voadores: cidade terá estrutura destinada à operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (Internet/Reprodução)

    A iniciativa faz parte de um acordo firmado entre a PAX Aeroportos, concessionária e operadora de aeroportos urbanos, e a UrbanV, empresa internacional especializada no desenvolvimento e na operação de redes de vertiportos. A proposta é integrar essas estruturas à malha urbana, conectando as aeronaves a outros modais de transporte e a áreas de alta demanda.

    No Rio, o projeto prevê a integração de infraestrutura no aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. A expectativa é que o local desempenhe papel estratégico na futura rede de mobilidade aérea urbana da capital fluminense, funcionando como ponto de apoio para a operação das aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical.

    Aeroporto de Campo de Marte, em São Paulo: terá espaço específico para pouso e decolagem dos carros voadores 
    Em São Paulo, o Aeroporto de Campo de Marte já tem definido o espaço específico para pouso e decolagem dos carros voadores (Infraero/Divulgação)
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    Em São Paulo, o projeto será implantado no aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte da capital, que deve ter papel central na futura rede de mobilidade aérea da Região Metropolitana. A estrutura já existente permitiria oferecer capacidade de hangares e conexões com regiões como os principais aeroportos internacionais, a região da Faria Lima, Alphaville, Campinas e a Baixada Santista.

    Além das áreas de pouso e decolagem vertical, os dois vetiportos deverão contar com infraestrutura específica para esse tipo de operação, incluindo espaços para recarga elétrica, manutenção, controle operacional e integração com outros modais de transporte urbano. A expectativa é que os espaços funcionem inicialmente como centros de validação técnica e operacional, antes de uma eventual abertura comercial em larga escala.

    A parceria amplia uma cooperação que já está em andamento no país. O Campo de Marte foi escolhido para sediar um sandbox regulatório em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), modelo que permite testar novas tecnologias em um ambiente controlado, sob acompanhamento da autoridade reguladora.

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    Segundo o CEO da PAX Aeroportos, Rogério Augusto Prado, a mobilidade aérea avançada é vista como uma evolução natural da aviação nas grandes cidades. “Operando dois dos aeroportos urbanos mais estratégicos do Brasil, vemos a Mobilidade Aérea Avançada como uma evolução natural da aviação na cidade”, afirmou. “Essa parceria com a UrbanV nos permite consolidar nossa forte presença no Brasil, ao mesmo tempo em que exploramos novas oportunidades para integrar soluções de mobilidade aérea de última geração em nossos aeroportos e nas cidades que eles atendem.”

    Os eVTOLs são apontados como uma tecnologia disruptiva para a mobilidade aérea urbana, com a promessa de transporte mais rápido, sustentável e acessível. Para que esse tipo de operação seja viável, é necessário desenvolver e regulamentar uma infraestrutura específica para pouso e decolagem, além de áreas adequadas para embarque e desembarque — os vertiportos.

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    O sandbox regulatório é o instrumento utilizado pela Anac para acompanhar esse processo. O modelo permite o desenvolvimento e a avaliação de tecnologias inovadoras em um ambiente controlado, com o cumprimento dos requisitos de segurança, testes e monitoramentos exigidos pela autoridade aeronáutica.

    De acordo com a Anac, essas estruturas devem atender a requisitos mínimos de segurança, projeto, tecnologia e acessibilidade, tanto para usuários quanto para as aeronaves. Também é considerada essencial a integração dos vertiportos à estrutura das cidades e aos sistemas de mobilidade urbana, conectando os eVTOLs a outros modais de transporte, serviços e equipamentos públicos, com potencial geração de benefícios sociais, econômicos e ambientais.

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    A China é uma dos poucos países que avançaram na regulação deste tipo de transporte e já contam com licença para operações das aeronaves. No ano passado, a empresa chinesa EHang recebeu licenças de operador aéreo da Administração Civil de Aviação da China (CAAC) para seu eVTOL EH216-S, liberando operações comerciais pagas em rotas curtas como turismo ou sightseeing em cidades como Guangzhou e Hefei.  As operações, no entanto, ainda são restritas, em baixa altitude, geralmente para observação, saindo e voltando do mesmo ponto.

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