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Advogado acusado de estupro de menores atraía vítimas com lanches, diz polícia

Cordovil Antônio Nogueira Martins é suspeito de se aproveitar da situação de vulnerabilidade social e econômica das famílias para se aproximar das crianças

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
10 mar 2026, 18h49 • Atualizado em 10 mar 2026, 18h50
Estupro de vulnerável: Cordovil Antônio Nogueira Martins é acusado de atrair menores para sua residência para abusá-las e gravá-las sendo violentadas.
Estupro de vulnerável: Cordovil Antônio Nogueira Martins é acusado de atrair menores para sua residência para abusá-las e gravar as violências. (Reprodução/TV Globo)
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  • Nesta terça (10), agentes da Divisão da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) prenderam um professor universitário e advogado investigado por estupro de vulnerável de quatro menores e por gravar e armazenar as cenas das violências sexuais.

    A investigação identificou duas crianças, de 10 e 14 anos, e aponta que ele usava do Núcleo de Prática Jurídica da universidade em que dava aula para se aproximar de famílias em vulnerabilidade social e econômica, atendidas pelo núcleo.

    Cordovil Antônio Nogueira Martins começou a ser investigado a partir da troca de informações entre a polícia e organismos internacionais, que apontavam a produção e o armazenamento de imagens de pornografia infantil em dispositivo vinculado ao investigado.

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    As autoridades investigam ao menos quatro abusos, mas só identificou duas vítimas até então, sendo as duas moradoras de favelas do Rio. Os investigadores acreditam que ainda há outras vítimas, além das quatro investigadas.

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    Na delegacia, o advogado tentou se defender argumentando que as relações eram consensuais e que as crianças quiseram ser gravadas.

    “Ele se aproveitava o serviço voluntário como advogado para aliciar as vítimas e oferecia lanches em troca das relações que eram filmadas”, afirmou a delegada Maria Luiza Machado, responsável pela investigação ao g1.

    A polícia afirma ainda que os abusos eram cometidos na própria residência do investigado, para onde ele levava as vítimas para lanchar e cometia a violência sexual, que era filmada.

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    Contra ele foi cumprido um mandado de prisão temporária. Durante diligências realizadas no imóvel, também foram encontradas substâncias entorpecentes, cuja origem e circunstâncias serão objeto de apuração em procedimento próprio.

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