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Henrique Cazes, professor de choro

  Menor de idade ali na meiúca dos anos 70, o garoto, empunhando o cavaquinho nos shows do grupo Coisas Nossas, volta e meia tinha que se esconder para driblar batidas do juizado nas casas em que se apresentava. Mais crescido, Henrique Cazes ainda brilha tocando as cordas de seu cavaco, mas também sobressai como […]

Por Pedro Tinoco Atualizado em 25 fev 2017, 17h34 - Publicado em 4 abr 2016, 21h00
No sentido horário: Cazes, no alto, à direita, Joel Nascimento, Zé da Velha e Silvério Pontes, alguns dos retratados na exposição Os Chorões no Rio Scenarium

No sentido horário: Cazes, no alto, à direita, Joel Nascimento, Zé da Velha e Silvério Pontes, alguns dos retratados na exposição Os Chorões no Rio Scenarium

 

Menor de idade ali na meiúca dos anos 70, o garoto, empunhando o cavaquinho nos shows do grupo Coisas Nossas, volta e meia tinha que se esconder para driblar batidas do juizado nas casas em que se apresentava. Mais crescido, Henrique Cazes ainda brilha tocando as cordas de seu cavaco, mas também sobressai como um dedicado pesquisador da música brasileira. Nesta semana, ele  se desdobra. Na quinta (7), às 19h, no auditório do BNDES, com entrada gratuita, comanda um show-aula que promete passear por um século e meio de cavaquinho no Brasil, acompanhado por João Camarero (violão de 7 cordas), Omar Cavalheiro (contrabaixo) e seu irmão Beto Cazes (percussão). O programa vai de Ernesto Nazareth (Apanhei-te Cavaquinho) a Paulinho da Viola (Beliscando), passando por Waldir Azevedo (o hino Brasileirinho), Garoto, Radamés Gnattali e o próprio Cazes, autor de Real Grandeza, Viravoltando e Dois Estudos – as três incluídas no roteiro. Antes, nesta terça (5), ele inaugura, com roda, evidentemente, a exposição Os Chorões no Rio Scenarium. Henrique Cazes é o curador da mostra,reunião de trinta fotos feitas por Marília Figueirêdo, registros de momentos musicais antológicos na casa de espetáculos da Lapa. A visitação acontece durante o horário de funcionamento do Rio Scenarium (Rua do Lavradio, 20, telefone 3147-9000), de terça a quinta, a partir das 18h30, sexta, a partir das 19h, e sábado, a partir das 20h – o visitante paga ingresso para ver o show, de 35 a 50 reais, dependendo do dia, e confere a mostra de lambujem. A roda de abertura, a partir das 19h, vai reunir os bambas Joel Nascimento (bandolim), Leo Gandelman (sax), Silvério Pontes (trompete), Rogério Caetano (violão), João Camarero (violão de 7 cordas), Beto Cazes (percussão) e Alexandre Maionese (flauta).

No vídeo abaixo, com bela versão para Vamos Acabar com o Baile, de Garoto, Cazes é o da direita (ao lado de Marcelo Gonçalves, craque do violão de 7 cordas)

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