Estrelas da música no Festival do Rio

  Atração da sessão de abertura do Festival do Rio, no Odeon, Chico - Artista Brasileiro, de Miguel Faria Jr., tem virtudes suficientes para encantar quem gosta de música brasileira e se interessou de verdade pelos rumos do país nos últimos 50 anos. O diretor já havia brilhado em 2005 com outro doc musical, o campeão de […]

Chico, em cena do filme: 50 anos de história da música e do país

Chico, em cena do filme: 50 anos de história da música e do país

 

Atração da sessão de abertura do Festival do Rio, no Odeon, Chico – Artista Brasileiro, de Miguel Faria Jr., tem virtudes suficientes para encantar quem gosta de música brasileira e se interessou de verdade pelos rumos do país nos últimos 50 anos. O diretor já havia brilhado em 2005 com outro doc musical, o campeão de bilheterias Vinicius, e repete a fórmula – o que é ótima notícia. Entre números musicais, depoimentos de gente como Bethânia, Miucha e Edu Lobo e preciosas imagens de arquivo, Chico, amigo de longa data do diretor, fala sem parar, o que é inédito e bem-vindo. Expõe suas ideias sobre criação artística (literária e musical), relembra episódios importantes, aborda o passar do tempo, a velhice, com uma franqueza que entrevista nenhuma no ramerrão do jornalismo tinha conseguido capturar até hoje. Não tem graça nenhuma ficar adiantando as histórias, o negócio é ver o filme, mas vamos deixar umas pistas só para dar água na boca:

o artista quando jovem manda muito bem em duas sequências de arquivo, uma na Itália, falando com cuidado sobre a situação política no Brasil de 1968, a outra mais tarde, se posicionando com firmeza sobre questões de gênero que até hoje suscitam preconceito

o artista setentão abre a trilha sonora entoando a pungente Sinhá, parceria dele com João Bosco, abrindo o caminho para números memoráveis de Carminho (sensacional), Moyseis Marques (à vontade em Mambembe), Ney Matogrosso, Mônica Salmaso, um timaço. Na sessão, só Péricles fez a Rihanna em Estação Derradeira – pelo menos naquela sessão, ficou muito claro que ele estava dublando.        

o artista orgulhoso folheia um songbook do saudoso Almir Chediak e dedilha o violão em esforços para recordar Dueto, música dele que vai dividir com a neta Clara – que, confirmando a opinião do avô, de fato “canta o fino”

+ clique aqui para encontrar outras produções sobre música na seleção do Festival do Rio 2015

AQUI, O TRAILER DO FILME

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