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Por Gilberto Ururahy, médico
Especialista em medicina preventiva
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Obesidade: a epidemia dentro da pandemia

Doença atinge uma em cada quatro pessoas no mundo e risco à saúde é maior que a Covid-19

Por Gilberto Ururahy
Atualizado em 15 set 2020, 12h20 - Publicado em 15 set 2020, 11h33

Um dos maiores inimigos da saúde pública hoje é a obesidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, ela atinge cerca de 2,3 bilhões de pessoas, algo como 25% da população mundial. Trata-se de uma verdadeira epidemia de excesso de peso. No que tange especificamente o Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde de 2018, 55,7% da população adulta do país está com excesso de peso e 19,8% está obesa. Ou seja, um em cada cinco brasileiros é obeso.

Pela definição da OMS, obesidade é o excesso de gordura corporal, em quantidade que determine prejuízos à saúde. Uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m2 e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m2. Os indivíduos que possuem IMC entre 25 e 29,9 kg/m2 são diagnosticados com sobrepeso e já podem ter alguns prejuízos com o excesso de gordura.

A obesidade é um dos principais fatores de risco para várias doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e várias formas de câncer. Agora estamos assistindo a obesidade também ser a vilã frente ao coronavírus. Ela é, de fato, a face obscura da pandemia, porque é a responsável pelo surgimento das comorbidades agravadas pelo excesso de peso.

O medo da contaminação trouxe graves implicações ao estilo de vida e, consequentemente, ao aumento de peso da população: maior consumo de bebida alcoólica, sedentarismo e alimentação desequilibrada, com maior ingestão de alimentos industrializados, ricos em sal, açúcares e farináceos. Pesquisas de especialistas apontam que quatro em cada dez brasileiros engordaram durante a pandemia.

Com o avanço da flexibilização e a retomada da rotina é hora de cuidar da saúde: voltar à prática de exercícios físicos regulares, consultar um endocrinologista ou nutricionista, consumir álcool com moderação e realizar exames preventivos são algumas das estratégias a serem adotadas.

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É tempo de colocar saúde na vida das pessoas!

Gilberto Ururahy é médico há 40 anos, com longa atuação em Medicina Preventiva. É diretor da MedRio Check-up, líder brasileira em check-up médico. É detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França e autor de três livros: “Como se tornar um bom estressado” (Editora Salamandra), “O cérebro emocional” (Editora Rocco) e “Emoções e saúde” (Editora Rocco).

 

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