“Meu avô me chamava de ‘menina de ouro'”, relembra Alice Caymmi
Em 22 de fevereiro, ela apresenta a Roda Caymmi, só com músicas do avô, na Casa Camolese
Foram necessários dezesseis anos de terapia para que Alice Caymmi se sentisse pronta para se debruçar sobre o repertório do avô Dorival Caymmi (1914-2008).
“No ano passado, senti que havia alcançado uma estrutura artística e psíquica para levar esse legado adiante, aí lancei a Roda Caymmi”, confidenciou, aos 35 anos.
O projeto, no entanto, foi interrompido após a morte da tia, Nana Caymmi (1941- 2025), em maio, e retorna no dia 22 de fevereiro, na Casa Camolese, no Jardim Botânico.
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“Meu jeito de cantar naturalmente confere uma pegada de samba às músicas do meu avô”, avaliou a cantora, que selecionou clássicos como Maracangalha e Samba da Minha Terra.
Em abril, ela lança um disco em que reinventa doze canções do compositor baiano. “No encerramento dos Jogos Pan-americanos de 2007 eu apaguei a pira e cantei O Vento. Meu avô adorou e me chamou de ‘menina de ouro’”, emocionou-se.





