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Febre e calafrios: Camila Pitanga e a filha testam positivo para malária

Suspeita inicial era de que se tratava de Covid-19; atriz teve doença detectada nesta segunda (10) e homenageou profissionais do SUS

Por Cleo Guimarães 11 ago 2020, 11h51

Camila Pitanga, 43, e sua filha, Antônia, 12, foram diagnosticadas com malária nesta segunda-feira (10). Em suas redes sociais, a atriz conta que passou dez dias “de muito sufoco”, com sintomas como febre alta e calafrios. Na atual conjuntura, nada mais natural do que desconfiar que havia sido infectada pela Covid-19. O teste foi feito – e o resultado, negativo.

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Camila e a filha estavam em isolamento social em uma zona de Mata Atlântica no litoral de São Paulo e, segundo seu relato, uma amiga suspeitou de malária. Após consulta a dois infectologistas, seus exames para malária deram positivo. Os da filha também. “Uma vez que a suspeita era malária, doença muito rara, não há melhor lugar para você ser tratado do que a rede SUS, local de referência e excelência para doenças endêmicas”, escreveu a atriz, que comemorou o fato de ter sido atendida por uma equipe apenas de mulheres.

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“É de suma importância valorizar esse sistema de saúde”, ressaltou: “Estamos num país onde uma doença matou mais de 100 mil pessoas em poucos meses. Esse número poderia ser o triplo ou mais se não fosse o SUS. A catástrofe seria ainda maior”, escreveu, numa referência ao coronavírus. Leia abaixo:

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Foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta, calafrios e total incerteza. Havia a sombra da possibilidade de estar com covid-19. Somente no domingo recebi o resultado negativo do meu PCR. Mas no lugar de me aliviar, permanecia a agonia pois eu não fazia ideia do que eu poderia ter. Estava à deriva. Pois bem, uma amiga minha suspeitou que esses picos de febre associados ao fato de estar em isolamento social numa zona de Mata Atlântica no litoral de SP, podia ser malária. Fui indicada a conversar com dois infectologistas. Os dois extremamente generosos em falar comigo num domingo já de noite. Dr Luiz Fernando Aranha e o Dr André Machado. Agradeço ao último pelas orientações que me levaram ao Hospital das Clínicas da USP. Uma vez que a supeita era malária, doença muito rara, não há melhor lugar para você ser tratado do que a rede SUS, local de referência e excelência para doenças endêmicas. No HC, fui prontamente atendida por uma mulherada. Sim, uma equipe 100% de mulheres fantásticas do laboratório da Sucen. Faço questão de dar seus nomes: Drª Ana Marli Sartori, Drª Silvia Maria di Santi, Drª Dida costa, Drª Simone Gregorio, Drª Renata oliveira e tão importantes quanto, as agentes de saúde Cida Kikuchi e Gildete Santos. Todas foram extremamente profissionais, eficientes e gentis. Bom, os resultados dos exames sairam dando positivo para malária. Eu e minha filha. Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados. O tratamento é gratuito. Faço cá meus votos de gratidão a todas e todos agentes de saúde, que além de estarem na trincheira nessa luta contra a covid-19, estão aí atendendo inúmeras outras demandas com seu profissionalismo em meio a condições e incertezas muito grandes. É de suma importância valorizar a existência desse sistema de saúde que cuida de tanta gente, principalmente dos que não tem condições de pagar um plano de saúde. Estamos num país onde uma doença matou mais de 100 mil pessoas em poucos meses. Esse número poderia ser o triplo ou mais se não fosse o SUS. A catástrofe seria ainda maior. Muito obrigada e parabéns a todas e todos os profissionais de saúde desse país!!!

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