Som Imaginário
Resenha por Carol Zappa

A existência foi curta, mas arrebatadora. Criado no fim dos anos 60 para acompanhar Milton Nascimento, o grupo Som Imaginário ganhou vida própria e gravou três discos antológicos, até seu fim em 1974. Do rock progressivo e psicodélico com pitadas de latinidade do primeiro álbum, Som Imaginário (1970), passando pela MPB e o jazz, mais presente em Matança do Porco (1973), a turma de raízes mineiras deixou um rastro indelével no curso da música brasileira. Após breve reunião em 2012, com shows concorridos, os fundadores Wagner Tiso (piano), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão) e Luiz Alves (contrabaixo), além de Nivaldo Ornelas (sopros), que entrou no terceiro disco, junto ao mais recente integrante, Victor Biglione (guitarra), se encontram novamente em duas noites na Caixa Cultural. No repertório, clássicos do naipe de Feira Moderna (Lô Borges, Beto Guedes e Fernando Brant), Milagre dos Peixes (Milton Nascimento e Fernando Brant) e Casa no Campo (Tavito e Zé Rodrix).
Caixa Cultural — Teatro de Arena (226 lugares). Avenida Almirante Barroso, Centro, ☎ 3980-3815, ↕ Carioca. Sexta (19) e sábado (20), 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 10h/21h (ter. a qui.); a partir das 10h (sex. e sáb.). https://www.caixa.gov.br/caixacultural.







