O Triunfo da Cor
Resenha por Renata Magalhães

Grandes mestres do pós-impressionismo – escola que rompeu com os dogmas estabelecidos pelo impressionismo, considerados ultrapassados por toda uma geração – chegam ao Rio de Janeiro. Diretamente dos museus franceses D’Orsay e l’Orangerie, 75 peças de pintores como Van Gogh, Cézanne e Gauguin ficam expostas em quatro módulos no CCBB. O primeiro, batizado de A cor científica, explicita justamente essa busca. Em seguida, vem No núcleo misterioso do pensamento, baseado nas obras de Paul Gauguin e na Escola De Pont-Aven e sua proposta de uma nova maneira de representar o mundo. A terceira parte é chamada de Os nabis, profetas de uma nova arte, que apresenta o trabalho de jovens pintores influenciados por misticismo e religiosidade, dentre os quais se destacaram Édouard Vuillard e Felix Vallotton. A quarta, A cor em liberdade, faz uma espécie de antecipação do que será a arte moderna. Uma curiosidade fica por conta da presença, nessa última série, de um único quadro de Claude Monet, chamado Salgueiro Chorão. A técnica utilizada nas pinceladas pós-impressionistas, aliás, também é desvendada em vídeos que amplificam ao máximo os pixels das telas, ajudando, assim, o visitante a compreender cada obra.







