Marco Zero
- Duração: 75 minutos
- Recomendação: 16 anos
Resenha por Rafael Teixeira



Ainda não se completaram 24 horas desde que as torres do World Trade Center vieram abaixo e, não muito distante dali, Ben (Tárik Puggina) e Abby (Letícia Isnard) vivem o próprio drama — não tão funesto quanto o atentado, mas devastador a seu modo. Ele deveria estar no local da tragédia quando os prédios ruíram, mas escapou graças a uma visita ao apartamento dela, que é sua chefe e amante. Enquanto assiste às imagens do horror na TV, Ben traça um plano: passar-se por morto e fugir rumo a uma vida nova com Abby, abandonando a mulher e os filhos. Escrita pelo americano Neil LaBute em 2002, a peça é considerada uma das primeiras “respostas artísticas” à tragédia do 11 de Setembro, mas tem nela (acertadamente, diga-se) apenas um mote para abordar o íntimo desmoronamento de uma relação e, mais profundamente, as questões éticas que se impõem ante situações extremas. A direção de Ivan Sugahara valoriza o texto na criação de uma atmosfera algo incômoda, presente na cenografia do apartamento todo desordenado, evocando o caos da catástrofe, na luz oscilante e na direção musical repleta de ruídos. Puggina empresta apropriada aura de sujeição ao seu personagem, enquanto Letícia, em excelente atuação, domina cada nuance da mulher diante de um indizível conflito.
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