Liniker
Resenha por Carol Zappa

De batom, turbante, brincos e bigode, o cantor e compositor Liniker, 20 anos, chama atenção pelo visual. Mas convém não se distrair. O jovem músico de Araraquara, no interior de São Paulo, também ganhou notoriedade ao soltar a voz levemente rouca, trazendo novos ares para o soul nacional. Vídeos de Zero, Louise du Brésil e Caeu, as três faixas de seu primeiro EP, Cru, lançado em outubro passado, já alcançaram mais de 1 milhão de visualizações no YouTube. Depois de abrir uma noite para Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci, no Circo Voador, em janeiro, o cantor faz sua estreia-solo carioca no sábado (5), no Imperator. Com influências do samba rock e da black music, que vão de Clube do Balanço e Cartola a Etta James e Nina Simone, ele mostra também composições de Remonta, álbum ainda inédito, que deve sair no segundo semestre. Liniker divide o palco com Márcio Bortoloti (trompete), Péricles Zuanon (bateria), Rafael Barone (baixo), William Zaharanszki (guitarra), Bárbara Rosa e Renata Santos (backing vocals).







